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Contacted


Too much spicy food.

Pooping feels like being butt-

Fucked by a yule log.

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Caitlin Clark says Collier made valid points, and WNBA Commissioner Engelbert hasn’t contacted her

Caitlin Clark said Thursday that WNBA Commissioner Cathy Engelbert hasn’t reached out to her in the aftermath of Napheesa Collier’s statement about an alleged private conversation in which the league’s leader made comments about Clark.
The Indiana Fever guard spoke publicly for the first time since the league’s All-Star Game in July. Clark said Minnesota Lynx star Collier made valid points in her…

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Timberwolves Contacted Eastern Conference Team To Help Facilitate Potential Kevin Durant Trade

The Minnesota Timberwolves contacted at least one Eastern Conference team about helping to facilitate a deal between them and the Phoenix Suns involving Kevin Durant, according to Jake Fischer of The People’s Insider.
It was reported earlier this week that the Wolves’ interest in trading for Durant at the deadline was more serious than previously assumed.
It remains uncertain whether the Wolves…

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boudicca
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🇵🇸 help randa and her family look toward the future

randa @randagaza is a beautiful soul who i have been extremely lucky to speak with lately. she’s only 23, barely older than i am, but she’s shouldering the weight of promoting a fundraiser to keep her family of 6 safe, healthy, and most importantly alive. the fundraiser is only at 3% of its goal, and needs donations urgently.

randa’s family home has been destroyed, and her university has been reduced to rubble, bringing her and her brother’s educations to a standstill. but randa cannot even look toward her goal of completing her education, because she and her family have to focus on surviving despite the brutal conditions they face every day in the south of gaza. ongoing blockades and sabotage mean that they have limited access to food and clean water, and are stuck in an inadequate tent that offers little in the way of protection or privacy. the family need funds to afford the exorbitant costs of clean water, food, and medication as soon as possible.

this determined, clever, lovely girl has had to celebrate two birthdays during this war, under threat of bombs, bullets, famine, and disease. i want nothing more than for her to celebrate her next birthday in peace and safety, back in school and with her family around her. anything you can do to help make this future a reality for randa and her family — be it donating or just sharing — please do it. your contribution will help her and her family stay alive until the end of the war, and to rebuild their lives when it’s over.

this campaign is verified! — randa’s brother’s campaign is #562 on the gazavetters campaign list.

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Gênesis Moreira: “Todo o tempo fui enganado por demônios que diziam ser extraterrestres”

O Fator 302.4 e Gênesis Moreira, o escolhido de Órion: crônica de uma conversão

Gênesis Moreira afirmou ter sido contatado por visitantes interestelares que lhe revelaram uma fórmula para salvar a humanidade. Com o tempo, reinterpretou sua história sob uma perspectiva mais sombria.

Esta crônica, baseada na formidável pesquisa do historiador Claudio Tsuyoshi Suenaga, reconstrói sua odisseia pessoal e familiar, assim como as leituras culturais, religiosas e científicas que ajudam a compreendê-la.

Por Alejandro Agostinelli

Ilustración: Nahuel G. Dimarco Bustos

Fonte: El Factor 302.4

INSPIRAÇÃO: A experiência de Gênesis Moreira foi a musa que desencadeou o nome e até mesmo o conceito central de Factor.

Antes da existência deste blog, conhecemos o caso de Gênesis Moreira, um trabalhador brasileiro que, no final dos anos 1970, afirmou ter recebido uma fórmula matemática revelada por seres que se comunicavam com ele por telepatia.

A história, resgatada pelo pesquisador Claudio Tsuyoshi Suenaga, é uma odisseia marcada por visões, controle telepático, encontros com homens de preto e uma promessa de salvação: o Fator 302.4, uma fórmula matemática “relacionada à ativação de uma substância química no cérebro capaz de proporcionar uma autodefesa natural”.

A incrível jornada de Gênesis ocorreu em um bairro de São Paulo, onde ele vivia com sua família e a presença de quatro seres que inicialmente apareceram em seus sonhos e, depois, passaram a influenciar diretamente sua rotina, regulando e invadindo todos os aspectos de sua vida por meio de ordens telepáticas.

Essa história teria ficado esquecida—como tantas outras—se não tivesse sido registrada por Suenaga, que acompanhou e entrevistou a família por dois anos e é autor da crônica que esta nota resume.

“A visão que tenho hoje sobre o assunto é que todo o tempo fui enganado por demônios que diziam ser seres extraterrestres.
Quanto aos demônios, tive muitas experiências que comprovam que realmente existem, mas aprendi também que logo terão o seu fim.”
Gênesis Moreira, 3 de novembro de 2014 (comunicação ao autor)

Conheci essa história graças ao livro de Claudio Tsuyoshi Suenaga, Contatados: Emissários das estrelas, arautos de uma nova era ou a quinta coluna da invasão extraterrestre? (2007).

Em 2011, quando consegui entrar em contato com Gênesis Moreira, a narrativa havia tomado um rumo inesperado. Gênesis, que inicialmente acreditava que sua vida havia sido intervencionada por extraterrestres, já não compartilhava a mesma interpretação sobre suas experiências.

Aquelas criaturas—com personalidades mais ou menos complexas, algumas angelicais, outras bastante invasivas—haviam passado, para ele, a ser diabólicas.

Pouco antes de Gênesis começar a se popularizar como nome feminino, reencontrei nosso Gênesis na página Gênesis Bureau Graphic – Imagem que causa impressão, onde ele vendia camisetas estampadas e um artefato de sua invenção: copos biodegradáveis comestíveis.

Perguntei a ele sobre o relato publicado por Suenaga. Gênesis respondeu:

“Posso dizer que foram experiências verdadeiras, algo que me acompanhou desde a infância. Mas hoje, um pouco mais maduro, meus conceitos estão baseados na Bíblia—embora eu não faça parte de nenhuma religião que explore a fé dos outros e use a Bíblia como justificativa. Pesquiso muito as Escrituras e encontrei coisas surpreendentes, que diferem completamente dos conceitos religiosos atuais. Ainda quero relatar tudo isso em um livro.”
“Recebi a fórmula Fator 302.4 junto com outras mensagens de quatro seres que se apresentavam como originários da estrela do meio das Três Marias, na constelação de Órion. Hoje acredito que não eram seres extraterrestres. Mas prefiro falar disso em outra ocasião.”

Então perguntei a ele sobre sua conversão religiosa e mudança de perspectiva.

“A visão que tenho hoje sobre o assunto é que todo o tempo fui enganado por demônios que diziam ser extraterrestres. Quanto aos demônios, tive muitas experiências que comprovam que realmente existem, mas aprendi que logo chegarão ao seu fim.”

Essa foi sua resposta. Na verdade, foi a mais extensa e conclusiva que recebi dele.

Manifestei minha curiosidade em conhecer esse livro. Ele me pediu paciência. Voltei a escrever para ele, mas já não respondeu. Na assinatura de seu último e-mail, vi uma nota no rodapé:

“Leia a Bíblia diariamente. Acesse: www.jw.org

Esse é o site oficial da organização religiosa Testemunhas de Jeová.

Gênesis Moreira, o homem da foto, estampou em uma camiseta uma “fórmula da felicidade neurológica” revelada por quatro alienígenas com os quais costumava se comunicar.

Seu nome não é um pseudônimo que combina uma metáfora religiosa—Gênesis (o início de tudo)—com um nome prosaico. Moreira, no Brasil, equivale ao Pérez ou Rodríguez na Hispanoamérica, ou ao Smith nos Estados Unidos. É apenas—ou sobretudo—o sobrenome de um homem comum.

Não é tão comum chamar-se Gênesis. Mas ainda mais incomum foi o destino do nosso protagonista, talvez moldado por um pai que, nos primórdios do mito ufológico, viveu uma experiência aterrorizante.

Vamos começar sua história, seguindo o quebra-cabeça meticulosamente reconstruído por seu único biógrafo: Claudio T. Suenaga.

Uma noite de 1947, Henrique Moreira caminhava perto de um terreno baldio no interior de Minas Gerais. Em uma clareira, encontrou uma esfera de luz saltitante. Rapidamente, outras esferas, brancas e negras, apareceram e o atacaram violentamente.

Henrique lutou corpo a corpo contra elas e acabou com o corpo despedaçado. Quando conseguiu se livrar, correu como pôde até a estação de trem, onde chegou em frangalhos. O bilheteiro o viu ensanguentado, com as roupas rasgadas, e lhe perguntou se havia atravessado um arame farpado.

Na época, Henrique era namorado de Pasqualina Gumieiro, que viria a ser mãe de Gênesis Moreira. Desde então, nunca mais saiu sozinho tarde da noite.

Outro integrante da família que viveu uma experiência ufológica foi Douglas Moreira, irmão mais velho de Gênesis. Em uma noite de 1967, relatou que voltava do cinema com um grupo de colegas de trabalho quando avistaram, próximo ao morro de Guaianases, na zona leste de São Paulo, um enorme OVNI discoidal acinzentado, cercado por luzes verdes e vermelhas, que sobrevoava a área em completo silêncio.

Essas experiências, mais ou menos terríveis, tomam direções inesperadas no caso de Gênesis. Quando Suenaga resumiu os marcos ufológicos que marcaram sua vida, considerou-o uma exceção: um caso raro de contatado refratário a qualquer exposição midiática e alheio a tentativas de explorar comercialmente sua experiência.

Dito isso, o desprezo de Gênesis pelo protagonismo não é tão incomum. Muitas pessoas escolhem manter essas vivências em segredo por diferentes motivos. Algumas não sabem como serão percebidas ao comentá-las (o conhecido medo do ridículo); outras mantêm dúvidas sobre a própria definição de realidade; e há também aquelas que encontram, em certos detalhes desconfortáveis da experiência, razões suficientes para não compartilhá-la.

Essa discrição não torna seus relatos mais ou menos críveis do que os daqueles que escolhem torná-los públicos. Sem contar, claro, os casos em que essas histórias acabam vindo à tona sem o consentimento do testemunho, seja por comentários de terceiros ou pelo próprio processo de busca por sentido.

EM SUA CASA. Douglas Moreira, irmão mais velho de Gênesis Moreira, retratado por Claudio T. Suenaga (2007)

Gênesis nasceu em 30 de maio de 1964, no bairro de Guaianases, na periferia de São Paulo, cidade onde viveu sua infância e adolescência, e onde também começou sua longa odisseia.

Ao concluir o segundo ano do ensino médio, trabalhou como auxiliar administrativo e de cobranças. Casado e pai de dois filhos, sua rotina não se diferenciava da de milhões de trabalhadores brasileiros.

Tudo começou quando ele tinha sete anos. Eram cerca de onze da noite, em um dia quente e estrelado. Gênesis insistiu em brincar sozinho na rua, apesar das advertências de sua mãe.

Ao olhar para o céu, viu passar, a aproximadamente dois mil metros de altura, uma esfera amarelada maior do que a lua cheia, que emitia chamas e faíscas.

O objeto, com uma cauda visível, seguiu uma trajetória reta e descendente, como se estivesse caindo. Nesse instante, Gênesis afirma ter ouvido pela primeira vez um som dentro de sua mente, que comparou a um “lá sustenido”.

Esse tom se tornaria uma constante, uma sinalização que precederia cada um dos episódios que ele definiria como “contatos telepáticos”.

Aos nove anos, aqueles sons se transformaram em vozes. No início, eram tranquilizadoras: diziam para ele não ter medo, que se comunicariam com ele cada vez com mais frequência e intensidade.

Mas depois, em um tom mais ameaçador, proibiram-no de falar sobre o ocorrido. Nem seus pais deveriam saber. Gênesis obedeceu.

Essa ordem foi tão firme que ele só se definiu como “contatado” aos 20 anos, quando, segundo ele, as mesmas vozes lhe deram permissão.

As entidades se apresentaram com quatro nomes diferentes. Cada uma, segundo Gênesis, tinha um papel específico em sua vida:

  • O “Chefe” seria responsável por transmitir informações gerais.
  • “Kelly”, do sexo feminino, o orientaria no campo amoroso e sexual.
  • “Pribo”, o mais eclético, se encarregaria de aprimorar suas habilidades físicas—principalmente em defesa pessoal e intelectual—e lhe proporcionaria conhecimentos tecnológicos.
  • “Alfa 5” teria a missão de manter seu equilíbrio psicológico.

Diante de certas dificuldades escolares ou profissionais, Gênesis relatou que costumava pedir ajuda às entidades. Raramente foi ignorado.

Sempre que um desses contatos estava prestes a acontecer, ele era precedido pelo som de um “lá sustenido”.

Os lugares e horários desses contatos telepáticos não eram predefinidos. Duravam, em média, três minutos e induziam uma espécie de transe letárgico, que o desconectava parcialmente do mundo exterior.

O intervalo entre um contato e outro podia variar de algumas horas até vários meses. Chegou a ter até três em um único dia.

Somente entre 1990 e 1991, Gênesis contabilizou 25 dessas experiências.

Entre as mensagens recebidas, Gênesis destacou uma fórmula matemática denominada Fator 302.4. Segundo explicou a Suenaga, esse agente estaria ligado à ativação de uma substância química no cérebro capaz de gerar uma autodefesa natural.

Tal capacidade permitiria à nossa espécie sobreviver em ambientes hostis—como em um planeta sem oxigênio, por exemplo. Gênesis tinha esperança de que, algum dia, a ciência conseguiria decodificar e aprimorar esse fator.

Sempre por meio da chamada “comunicação interna”, esses seres lhe revelaram ser oriundos de um planeta de Alnilam, a estrela central do Cinturão de Órion, mais conhecida como Três Marias (ou os Três Reis Magos).

Eles nunca explicaram os motivos de sua visita, nem ofereceram detalhes sobre sua vida extraterrestre. Apenas anunciaram que seu planeta estava saindo de sua órbita.

Foi apenas às três da madrugada de 2 de abril de 1990 que Gênesis teve a oportunidade de ver um deles pessoalmente.

Naquela madrugada, enquanto dormia ao lado de sua esposa, Gênesis percebeu uma luz azulada atravessando as janelas do quarto. Logo depois, essa luz pulsante—que emitia flashes incômodos—apareceu em um canto do cômodo.

Paralisado, Gênesis não conseguia sequer piscar. Tentou chamar sua esposa, mas seus músculos não respondiam. Dessa luz emergiu uma criatura, deixando visível apenas a cabeça e o torso.

Assustado, Gênesis forçou os movimentos, sentindo imediatamente uma forte pressão contra o peito, que o impelia a permanecer imóvel.

Flutuando, a criatura foi lentamente se aproximando dele até parar a poucos centímetros de seu rosto.

Olhando fixamente para ele, sem mover os lábios, pronunciou:

“Eu sou Pribo, não se assuste. Não acredite no tigre se não acreditar em si mesmo.”

Disse essa frase e afastou-se da mesma forma que havia se aproximado, desvanecendo-se dentro da luz, que desapareceu como a imagem de um televisor antigo ao ser desligado.

Sentiu um formigamento no peito e, aos poucos, recuperou sua capacidade de movimento.

PRIBO. Escultura feita por Gênesis Moreira. Foto: Claudio T. Suenaga (2007)

A cabeça de Pribo era redonda e proporcional, com mandíbula quadrada, nariz afilada, lábios finos e um crânio volumoso, como se estivesse usando um capacete.

Uma espécie de visor negro ou máscara cobria completamente seus olhos, e uma pele metálica, de cor alumínio, recobria seu rosto e torso.

Sua voz parecia sair de um microfone. O acentuo era peculiar, semelhante ao de um norte-americano falando português.

Gênesis disse a Suenaga que experimentou uma sensação de paz e alegria ao vê-lo.

Um ano depois…

No dia exato de seu aniversário, Gênesis viveu outro episódio.

Ele trabalhava pintando camisetas e, naquele dia, saiu cedo para o centro da cidade, a fim de comprar materiais.

No caminho, reencontrou alguns amigos, que lhe ofereceram uma carona para dar uma volta de carro.

Eles o deixaram na Rua 23 de Maio. De lá, começou a caminhar em direção à Rua 25 de Março.

Ao atravessar a avenida, um Escort XR-3 conversível parou ao seu lado.

O condutor perguntou se ele sabia como chegar à 25 de Março.

Gênesis respondeu que, por acaso, ele também estava indo para lá, e aceitou acompanhá-lo.

Durante o curto trajeto, o homem não parou de lhe fazer perguntas, especialmente sobre seu trabalho e sua família.

Gênesis achou estranho que o carro fosse preto, que o sujeito usasse terno e calça da mesma cor, e que o interior do veículo estivesse praticamente vazio, contendo apenas uma pasta preta no banco traseiro.

O homem aparentava cerca de 35 anos. Seu português era pouco fluente.

Era alto, sua cabeça quase tocava o teto do carro.

Tinha pele clara, corpo atlético, rosto quadrado, olhos grandes e claros, e cabelos curtos e grisalhos, no estilo militar.

Naquela mesma tarde, enquanto descansava em casa, Gênesis foi novamente “contatado”.

Os seres perguntaram se ele havia gostado do presente de aniversário.

Então ele compreendeu: o “homem de preto” talvez fosse um de seus “protetores”, disfarçado de humano.

Eles lhe pediram que não perdesse de vista o céu ao anoitecer.

Às 18h30, junto com sua esposa, Gênesis avistou uma luz, que identificou como um disco voador.

De todos, quem mais se aproximou de Gênesis foi Pribo, o mais paternalista do grupo.

Ele lhe ensinou cuidados com a saúde, técnicas de defesa pessoal e diversas habilidades, incluindo revisão de cálculos e equações.

O Chefe quase não se comunicava. Quando o fazia, sua postura era claramente repressiva.

Alfa-5 era o que menos se manifestava.

Sua única função parecia ser infundir força interior para que Gênesis pudesse superar momentos difíceis.

Kelly o manipulou sexual e emocionalmente, Gênesis admitiu.

Ainda adolescente, ela lhe contou que tipo de mulher sua futura esposa seria. Ele explicou a ela que ela seria uma mulher com uma personalidade forte e agressiva. E assim surgiu María Eloísa de Souza, esposa de Gênesis.

Kelly previu que o casal teria apenas dois filhos, e que o segundo seria um menino. Em 1981, nasceu seu primogênito, a quem deram o nome de… Kelly. Em 1984, nasceu Genesis Jr. Desta vez, o nome foi uma decisão do contatado.

MARÍA ELOÍSA E GÊNESIS. Foto: Claudio. T. Suenaga (2007)

Kelly recomendou não ter mais filhos. Apesar disso, María Eloísa engravidou duas vezes, mas em ambas as ocasiões sofreu abortos espontâneos devido a complicações de saúde.

O “conselheiro alienígena” interveio na vida do casal em níveis ainda mais profundos. Por exemplo, ele não permitiu que María Eloísa usasse pílulas anticoncepcionais nem que Gênesis usasse preservativos, em uma posição comparável à da Igreja Católica.

Para evitar a gravidez, Kelly recomendou um método baseado em uma “pílula” que, diferentemente dos métodos convencionais, prescrevia um período mais longo de abstinência sexual entre as menstruações.

MARÍA ELOÍSA DE SOUZA MOREIRA. Foto: Claudio T. Suenaga (2007)

María Eloísa de Souza Moreira, nascida em 1963, não apenas terminou compartilhando essas experiências, mas também começou a viver as suas próprias.

Em 21 de julho de 1992, por volta das 21 horas, ela avistou três esferas prateadas e alaranjadas que se moviam sobre sua casa. As esferas pareciam “encaixar-se umas nas outras”.

Uma vizinha, a comerciante evangélica Josefa Batista da Cruz, também as viu ao sair de seu estabelecimento e começou a gritar: “Isso é o fim do mundo!”

Em outra ocasião, enquanto preparava o jantar, María olhou para fora e viu um disco voador. Alarmada, avisou à filha que os seres haviam chegado para levar seu pai.

Kelly, a filha, começou a chorar. Ambas correram para a casa da avó materna, que tentou acalmá-las, assegurando que provavelmente se tratava de uma estrela cadente.

“Nunca vi nada parecido. Fiquei assustada porque pensei que vinham buscá-lo,” justificou María.

EM FAMÍLIA. Tsuyoshi Suenaga frequentou os Moreira ao longo de dois anos. Claudio é professor de História e autor da dissertação de mestrado A dialética do real e do imaginário. Uma proposta de interpretação do Fenômeno OVNI, apresentada na Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) em 1999. SITE OFICIAL.

María confidenciou a Suenaga que o comportamento do marido a deixava muito nervosa.

“Às vezes, acordo no meio da madrugada e o encontro fora da cama. Se está parado, imóvel, sei que estão se comunicando com ele… então, nem me aproximo,” disse.

Com o tempo, decidiu que tudo aquilo não poderia ser necessariamente ruim.

“Os seres também nos ajudam muito. Às vezes, até nos avisam quando fazem um trabalho de macumba contra nós.”

O investigador notou que, entre os membros da família, eram frequentes as experiências paranormais: poltergeists, fantasmas, premonições.

Mas o caso de Gênesis era diferente. Suas vivências excediam todo e qualquer limite.

Os seres com os quais afirmava estar em contato eram—apesar do tom apocalíptico de suas mensagens—beatíficos e angelicais.

Ele se sentia especial. Se sentia um herói com uma missão decisiva para a sobrevivência da espécie.

A opinião de sua mãe, Pasqualina Gumieiro, estava nos opostos. Ela advertiu:

“Para mim, os extraterrestres são espíritos malignos. É o diabo quem se transforma em disco voador, não um ET, porque é astuto e tem o poder de enganar. São maus, não têm nada de bom.
Temo que meu filho não alcance a salvação da alma e que lhe seja impedido viver no paraíso.
Para se libertar—e nos libertar a todos—ele deveria orar fervorosamente a Deus.”

Seja por influência da mãe, seja por convicção pessoal, Gênesis acabou atribuindo às experiências que o acompanhavam desde a adolescência uma interpretação dramaticamente demoníaca.

Talvez em consonância com suas leituras bíblicas, como ele afirma, ou talvez como resposta ao mandato materno, para quem essas vivências o afastavam de Deus e o aproximavam do diabo, “que se transforma em disco voador”.

Gênesis disse que estava escrevendo um livro sobre suas experiências, e eu me ofereci para lê-lo. Mas ele nunca mais respondeu às minhas mensagens.

Em uma delas, me advertiu para que deixasse de usar o nome “Fator 302.4”—pedido que acatei, renomeando o site como FactorElBlog.com e desativando o domínio anterior, factor302-4.com.ar.

Em uma de suas últimas comunicações, Gênesis esclareceu que não se tratava de questões de direitos autorais.

Seu conselho visava me evitar outro tipo de problema.

“Assim como muitas coisas ruins me aconteceram enquanto estive envolvido nisso, o mesmo pode acontecer com outros que se comprometam com essa fórmula e com esses seres.
Certa vez, uma pessoa me abordou em um ônibus e me disse que alguém muito poderoso me protegia. Disse isso, apenas isso, e desapareceu em meio à multidão.”

UM CASO DE PARALISIA DO SONO?

Uma das cenas mais vívidas narradas por Gênesis—aquela em que, no meio da madrugada, uma luz azulada entra pela janela, seu corpo fica imóvel, e a figura de um ser se aproxima sem que ele consiga gritar ou se mexer—pode ser interpretada hoje sob uma ótica menos extraordinária, mas não menos inquietante: a paralisia do sono.

Essa experiência, estudada pela neurociência, ocorre quando o cérebro recupera a consciência durante a fase do sono de Movimentos Oculares Rápidos (REM), enquanto o corpo permanece paralisado para evitar que o sonhador reproduza fisicamente seus sonhos.

Nesse intervalo, é comum experimentar alucinações visuais e auditivas, sensação de presença, opressão no peito e incapacidade de reação.

Cerca de 5% da população já vivenciou um ou mais sintomas associados a esse distúrbio.

Os efeitos mais comuns incluem alucinações visuais—como sombras, luzes ou uma figura humana ou animal no quarto—e alucinações auditivas, como ouvir vozes ou passos.

Há pessoas que frequentemente sentem uma pressão no peito, semelhante à sensação descrita por Gênesis Moreira.

Não surpreende que, em contextos culturais onde o sobrenatural oferece as chaves interpretativas, essas experiências sejam concebidas como visitas de entidades.

Gênesis, que desde criança se acreditava destinatário de mensagens de seres superiores, viveu aquela madrugada como uma confirmação de seu vínculo com o transcendente.

Mas uma leitura psicofisiológica sugere que seu corpo—para ele, intervencionado por visitantes de Órion—reagia a uma alteração do sono, como tantas outras documentadas na literatura científica.

E, no entanto, o que ele viu, sentiu e acreditou continua, décadas depois, dando forma a uma história que transcende a mera fisiologia.

RESIDÊNCIA DOS MOREIRA. Foto: Claudio T. Suenaga (2007)

ANÁLISE CONTEXTUAL

O material de campo poderia ser considerado insuficiente, mas vejamos se é possível aproveitá-lo melhor.

Vivências como as de Gênesis Moreira e sua família se inserem em um contexto sociocultural onde crenças religiosas, tensões cotidianas e representações coletivas moldam o significado das experiências vividas.

Assim, seria limitado analisar relatos sobre seres poderosos, contatos telepáticos e experiências paranormais como eventos isolados.

Estamos diante de expressões simbólicas de uma estrutura cultural mais ampla, na qual se entrelaçam tradições populares, imaginários religiosos e projeções individuais.

Desde a antropologia simbólica, autores como Victor Turner e Clifford Geertz destacam a importância de compreender esses relatos não como distorções da realidade, mas como sistemas de significado que permitem aos indivíduos interpretar seu lugar no mundo.

E esse fenômeno é cultural.

“A cultura denota um esquema historicamente transmitido de significações representadas em símbolos, um sistema de concepções herdadas e expressas em formas simbólicas por meio dos quais os homens comunicam, perpetuam e desenvolvem seu conhecimento e suas atitudes diante da vida.”

Geertz, C. (1987). A interpretação das culturas (pp. 88)

Nesse sentido, a experiência de Gênesis pode ser compreendida como um processo cultural de construção de identidade, atravessado por narrativas do sobrenatural, cuja função também é ordenar o inexplicável e dar forma àquilo que não compreendemos.

Em 1912, Émile Durkheim já apontava que as representações coletivas não são meras ficções, mas formas compartilhadas de classificar o real, adquirindo uma força normativa sobre as pessoas.

Como corolário desse assunto, Durkheim escreveu em As formas elementares da vida religiosa:

“Quando os filósofos do século XVIII concebiam a religião como um vasto erro imaginado pelos sacerdotes, ao menos podiam explicar sua persistência pelo interesse que a casta sacerdotal tinha em enganar as multidões. Mas se os próprios povos foram os artesãos desses sistemas de ideias equivocadas ao mesmo tempo em que eram seus enganados, como pôde esse extraordinário engano perpetuar-se ao longo da história?”

São os indivíduos, antes dos grupos, os tijolos dessas construções colossais.

O relato do pai de Gênesis—sobre aquele violento “encontro” com esferas luminosas em 1947—opera aqui como um mito fundador, uma espécie de evento originário que legitima e antecipa as experiências posteriores do filho.

O que começa como uma narrativa pessoal se transforma, com o tempo, em um relato geracional, transmitido e reinterpretado conforme o ambiente familiar e religioso.

O caso também pode ser abordado a partir do que Peter L. Berger e Thomas Luckmann chamaram de “a construção social da realidade”: ou seja, como o conhecimento cotidiano—incluindo o conhecimento sobre o “sobrenatural”—se configura por meio de processos de socialização, interpretação e legitimação.

Assim, a influência da mãe, com sua leitura bíblica do fenômeno, não atua apenas como censura moral, mas como um reencadramento simbólico, que desloca a narrativa dos alienígenas para o demoníaco, permitindo uma reinterpretação coerente com seus valores religiosos e sua visão de mundo.

REFLEXÃO FINAL

Em síntese, essas experiências não devem ser vistas como meras crenças individuais, mas como narrativas inseridas em um espaço social, onde mistério, fé e memória familiar se entrelaçam para dar sentido a um conjunto de vivências.

Longe do patológico ou do anecdótico, que seria a leitura mais simplista possível, essas são expressões vivas de uma cultura que, ao mesmo tempo, se transforma e tenta preservar formas antigas de explicar o inexplicável.

Essas observações não descartam outras hipóteses que poderiam tentar compreender as causas de um conjunto complexo de experiências que atravessou toda uma família, em diferentes momentos, e que parece ter chegado ao seu desfecho quando o protagonista finalmente conseguiu ajustar contas com seu passado.

Esse desfecho coincide com sua aceitação da hipótese demoníaca, em sintonia com as crenças de seu meio, o que sugere um processo de ressignificação que não se explica apenas por fatores individuais, mas também pelas forças culturais e afetivas que moldam a forma como as pessoas compreendem—e encerram—seus próprios relatos extraordinários.

Por que a experiência de Gênesis desencadeou a epifania que deu nome a este blog?

Poderíamos deixar a pergunta para a galáxia.

No nosso caso, entendemos que um sinal pode surgir de onde menos se espera.

Às vezes, em meio ao ruído, uma história marginal nos sussurra algo essencial: que toda busca começa com uma revelação.

Em outras palavras: se as esperanças parecem declinar, uma musa pode se manifestar de qualquer canto do universo.

Resumindo: A inspiração pode vir de qualquer lugar.

Bibliografia consultada

UFOLOGIA E SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO

Tsuyoshi Suenaga, C. (1997). Contatados: Emissários das estrelas, arautos de uma nova era ou a quinta coluna da invasão extraterrestre?  Campo Grande (MS): Biblioteca UFO – Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV)

Berger, P. L., & Luckmann, T. (1968). La construcción social de la realidad. Buenos Aires: Amorrortu.

Durkheim, É. (1912, 1993). Las formas elementales de la vida religiosa. Madrid: Akal. (Existen otras ediciones: Alianza, Cátedra, Fondo de Cultura Económica).

Geertz, C. (1987). La interpretación de las culturas. Barcelona: Gedisa.

Turner, V. (1988). El proceso ritual. Estructura y antiestructura. Madrid: Taurus.

PARALISIA DO SONO

Cheyne, J. A., Rueffer, S. D., & Newby-Clark, I. R. (1999). Hypnagogic and hypnopompic hallucinations during sleep paralysis: Neurological and cultural construction of the night-mare. Consciousness and Cognition, 8(3), 319–337.

Rodríguez, C. (2009). Parálisis de sueño y explosiones en la cabeza. En Marcianitos Verdes. Disponible en línea.

Horgan, J. (2005). Ask the Brains: What causes sleep paralysis? En Scientific American. Disponible en línea.

Autorreferenciais

Por que Fator 302.4? Uma entrevista

Durante uma entrevista com um jornalista de Neuquén, falamos sobre as origens ainda misteriosas do nome deste blog e sobre um novo projeto: um filme baseado em Invasores. Histórias reais de extraterrestres na Argentina, que será dirigido pelo cineasta Leandro Bartoletti.

O jornalista e produtor de rádio Pablo Javier Frizán acompanha nossas publicações desde Magia Crítica, o blog precursor de Factor, e hoje, Dia da Imaculada Conceição de Maria, nos concedeu um momento de conversa em seu espaço na Rádio Uncocalf (Universidade Nacional do Comahue).

Falamos sobre o que aconteceu com Magia Crítica, o blog que criamos para o jornal Crítica de la Argentina, sobre fraudes contra pessoas doentes que buscam tratamentos “alternativos” e a indiferença do Estado, sobre teorias conspiracionistas, como a que surgiu em torno do desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, e sobre o projeto de filmagem de um filme baseado em Invasores. Histórias reais de extraterrestres na Argentina (Random House-Sudamericana, 2009).

Alejandro Agostinelli (há muitos anos…) segundo o ilustrador Nahuel G. Dimarco Bustos (2015)

Nunca havia contado como surgiu a ideia que rege os destinos deste blog, que nasceu com o nome Factor 302.4, devido a um detalhe peculiar presente no perfil de um contatado paulista, registrado pelo historiador Cláudio Tsuyoshi Suenaga em seu livro Contatados: Emissários das estrelas, arautos de uma nova era ou a quinta coluna da invasão extraterrestre?.

A entrevista dura 24 minutos, e deixo aqui para que você possa ouvi-la quando quiser: https://factorelblog.com/2016/12/08/por-que-factor-302-4-entrevista/

Suenaga, Cláudio Tsuyoshi. “Contatados: escravos de aliens ou cidadãos cósmicos? – parte 2”, in UFO Especial, Campo Grande (MS), Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), novembro-dezembro de 1997, no.21, ano 10, 50 págs. “Gênesis Moreira: Contatado se distingue no meio ufológico” (pp.39-42).

Suenaga, Cláudio Tsuyoshi. Contatados: Emissários das Estrelas, Arautos de uma Nova Era ou a Quinta Coluna da Invasão Extraterrestre? Campo Grande (MS), Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), 2007; (Coleção Biblioteca UFO). Editor: Ademar José Gevaerd. 292 p. “Gênesis Moreira: ETs de Órion no cotidiano de uma família”, pp.215-220.

Este livro pode ser adquirido na loja do autor no Patreon:

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a2zsportsnews
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Arsenal now contacted by agents of £50m+ striker who has 17 goals in 24/25

Arsenal have now been contacted by the agents of an “unbelievable” striker who’s scored 17 goals this season, ahead of a potential summer move, according to a report.

Arteta refusing to give up on title

Although his side are now trailing Premier League leaders Liverpool by 13 points, Mikel Arteta is refusing to give up on winning the title, saying: “Mathematically, it’s possible. You are there,…


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boudicca
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yosef (@yosef-gaza112 @yosef-gaza99 and other blogs) has told me he needs money URGENTLY to pay for his mother’s surgery TOMORROW (28 december). his chuffed campaign is at $1350; ideally we could get him to at least $2000 by tomorrow afternoon in order to 1) pay for the surgery and 2) support his mother as she recovers. this campaign also supports yosef’s family of 12, including children. please donate if you can!

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boudicca
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help akram and malek continue their education! 🇵🇸

i was asked by akram (@akramaldwaik) to share his campaign in the hopes of earning more money to help he and his twin brother malek cover the cost of leaving gaza. akram and malek’s last year of high school was interrupted when the genocide began, and with all of the universities in gaza destroyed, they have to leave the country in order to continue their education and rebuild their lives. if you’re able, please donate to help these brothers raise enough to cover the cost before the border crossings reopen! and if you can’t donate, please share the campaign yourself.

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news2sea
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Russian cruise ship contacted breakwater, damaged, Turkey

Russian cruise ship contacted breakwater, damaged, Turkey

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Ryan Murphy insists families of Jeffrey Dahmer victims were contacted for Monster – but didn’t respond

Ryan Murphy insists families of Jeffrey Dahmer victims were contacted for Monster – but didn’t respond

Monster: The Jeffrey Dahmer Story has been breaking records for Netflix (Picture: Netflix)
Monster: The Jeffrey Dahmer Story creator Ryan Murphy has said the families of the infamous serial killer’s victims were contacted before the show dropped on Netflix.
The American Horror Story writer and director claimed he and his team reached out to 20 victims’ families and friends during the three and a…


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Russia ready to provide cheap oil to Pakistan if contacted: CG

Russia ready to provide cheap oil to Pakistan if contacted: CG

KARACHI: Consul General of the Russian Federation in Karachi Andrey Fedorov has said that his country is ready to provide cheap oil to Pakistan if contacted by the Pakistani government, ARY News reported on Thursday.
Russian Consul General Andrey Fedorov confirmed that the former prime minister Imran Khan discussed the trade of Russian oil during his visit to Moscow. He also confirmed that the…

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