#apolo

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Apolo

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concierto de pablopablo en bcn

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unbonbonpourlesyeux
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fichaseos
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Os Observadores estão de olho em APOLO. Eles dizem que ele está na Ilha há 1 ANO E 2 MESES, já deve estar acostumado com as regras da cidade. Como APOLO se parece com MASON GOODING, é bom tomar cuidado e não sair da CASA DA COLINA de noite porque mesmo sendo do PANTEÃO GREGO, aqui é apenas mais um no meio da multidão.

  • Instrutor de arco e flecha
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𝐈𝐅 𝐘𝐎𝐔 𝐀𝐑𝐄 𝐁𝐄𝐈𝐍𝐆 𝐖𝐀𝐓𝐂𝐇𝐄𝐃, 𝐘𝐎𝐔 𝐀𝐑𝐄 𝐒𝐓𝐈𝐋𝐋 𝐔𝐒𝐄𝐅𝐔𝐋. 

Descrever a personalidade de Apolo não é uma tarefa fácil. Dizer que ele é uma pessoa arrogante, cheia de si e extremamente auto centrada não é um exagero (afinal, o universo gira sim ao seu redor). Ainda assim, é um homem - ou melhor dizendo, deus - bastante otimista, confiante e que geralmente transmite uma energia positiva àqueles em seu redor. 

Porém, debaixo dessa superfície ensolarada, há mágoas profundas. A questão é que Apolo não sabe de onde vem essa tristeza e sensação de desamparo. As memórias se foram, mas as feridas permaneceram. Esse seu lado mais taciturno e amargurado tem a tendência de se manifestar ao anoitecer, o que acaba fazendo que as pessoas o achem muito volátil e imprevisível. 

𝐘𝐎𝐔 𝐃𝐈𝐃𝐍’𝐓 𝐀𝐑𝐑𝐈𝐕𝐄 𝐇𝐄𝐑𝐄. 𝐘𝐎𝐔 𝐖𝐄𝐑𝐄 𝐓𝐀𝐊𝐄𝐍. 

Apolo jamais gostou da escuridão. Essa é uma certeza que tem, mesmo sem suas memórias. A escuridão é solitária, fria e sufocante. E foi exatamente assim que se sentiu acordando de supetão na floresta. Pela primeira vez em anos, Apolo estava apavorado. Onde estava? O que estava acontecendo? Quem era ele? Por que estava ali? A única coisa que sabia era seu nome. E a certeza de que havia algo de muito errado ali.

A sua interação com os semideuses na ilha é peculiar. Mesmo não possuindo lembrança alguma de seus filhos, quando encontra com eles, é consumido por um turbilhão de emoções conflitantes: uma onda de amor incondicional, acompanhada de um tornado de remorso que o deixa exatamente confuso. Primeiro que é difícil de acreditar que seja velho o suficiente para ter filhos adultos. Segundo, que a semelhança física entre eles é praticamente nula. De fato, consegue enxergar padrões de comportamento ou personalidade, mas quando o quesito é aparência, esses tais filhos são os mais diferentes possíveis. E outra: se seu coração parece amar com tanta intensidade sua própria prole, de onde vem o arrependimento? Por que seus filhos não o tratam como pai? Por que tão distantes? São esses alguns dos questionamentos que o assombram nessa ilha. 

A única coisa que lhe traz algum conforto durante sua estadia é ser instrutor de arco e flecha. Apesar de não saber como se tornou um excelente arqueiro, é impossível negar a sua habilidade. A velocidade, acompanhada de uma mira certeira é algo que o faz acreditar que, de fato, é um deus. Supervisionar semideuses durante o treinamento é algo que lhe traz um certo prazer mas, acima de tudo, faz bem para seu ego. Os únicos com habilidades de nível semelhante ao seu são seus supostos filhos, o que faz sentido. 

Durante a noite, a pontinha de esperança que surge após um dia de vaidade e presunção treinando semideuses desaparece completamente. Apolo é um dos Caídos, seja lá o que isso signifique exatamente. Seu sangue é diferente, mas ele sangra. O mundo além da proteção dos amuletos é hostil, e Apolo está aterrorizado.

𝐒𝐎𝐌𝐄 𝐃𝐄𝐒𝐓𝐈𝐍𝐈𝐄𝐒 𝐀𝐑𝐄 𝐖𝐎𝐑𝐒𝐄 𝐓𝐇𝐀𝐍 𝐃𝐄𝐀𝐓𝐇.

Manipulação de luz (Fotocinese): fora da Ilha, Apolo era pura luz (não a toa que é conhecido como o Deus Sol). Sua capacidade de manipular a luz era tal que possuía poder absoluto sobre a luz solar, podendo criar raios solares do mais absoluto nada. Era capaz até de se tornar invisível para outras pessoas, manipulando a luz de maneira que os olhos de mortais não fossem capazes de enxergá-lo.

Antes, para aqueles capazes de enxergar através da névoa, sua forma estava sempre envolta numa leve aura dourada, como se o Sol estivesse tentando escapar através de sua pele. Agora, não parece nada além de um mortal comum.

PODERES PASSIVOS

PERÍCIA COM ARCO E FLECHA: Apesar de não se recordar de seu passado como deus de arco e flecha, de alguma maneira, manteve suas habilidades excepcionais de arqueiro. Claro que o poder atual não chega aos pés de como era no passado, mas sua mira e manuseio da arma continuam extraordinários.

MAIS VIGOR DURANTE O DIA: Do nascer ao pôr do sol, Apolo se sente mais energizado. Seus pensamentos e movimentos mais ágeis durante o período em que o Sol se mostra presente. Ao anoitecer, sua energia decai e seu humor se mostra mais deprimido e taciturno.

 𝐖𝐄𝐀𝐏𝐎𝐍𝐒

Χρυσότοξος (Chrysótóxos): o arco dourado de Apolo não é apenas um arco. É um símbolo de distância, inevitabilidade e julgamento divino. Presente de seu irmão, Hermes quando ainda era criança, foi a arma que usou para matar Píton, em defesa de sua mãe, Leto.

Antes da ilha, não era um arco que causava apenas ferimentos físicos. Durante a Guerra de Tróia, seu arco era famoso por espalhar fome ou cura, dependendo se os soldados lutavam de seu lado ou não. Ao contrário do arco de sua irmã, que mata sem dor ou crueldade, seu arco matava subitamente, arrancando a vida de maneira rápida e cruel.

Desde a sua chegada a ilha, porém, o arco responsável por incontáveis mortes e atos heróicos (e não tão heróicos) agora se comporta como um arco comum. 

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Os Observadores estão de olho em MAVIS DELGADO. Eles dizem que ela tem 24 anos e que está na Ilha há 5 MESES, já deve estar acostumada com as regras da cidade. Como MAVIS se parece com MAIA REFICCO, é bom tomar cuidado e não sair do CHALÉ 2 de noite porque mesmo sendo filha de APOLO, vindo do ACAMPAMENTO MEIO SANGUE, aqui é apenas mais uma no meio da multidão. 

  • Curandeira na enfermaria.
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𝐈𝐅 𝐘𝐎𝐔 𝐀𝐑𝐄 𝐁𝐄𝐈𝐍𝐆 𝐖𝐀𝐓𝐂𝐇𝐄𝐃, 𝐘𝐎𝐔 𝐀𝐑𝐄 𝐒𝐓𝐈𝐋𝐋 𝐔𝐒𝐄𝐅𝐔𝐋. 

Mavis tem muito em comum com seus irmãos semideuses: o amor pela música e pelas artes, as mãos hábeis de um curandeiro, a radiância natural de um sorriso que quase nunca hesita. Mas talvez lhe falte a malícia que separa um semideus grego vivo de um morto. A filha de Apolo não é uma guerreira, ou ao menos não nos moldes das tragédias gregas e dos heróis modernos, e os anos vivendo entre mortais desviaram suas preocupações para problemas mais mundanos que ataques de monstros e guerras titânicas. Além disso, o acontecimento em seu último verão no ensino médio deixou cicatrizes emocionais permanentes, e sua alegria ingênua é sempre acompanhada por uma dose de melancolia e paranoia. Ainda assim, Mavis tenta ser útil como pode e leva suas responsabilidades a sério, mesmo que ansie pelo dia em que deixará a Ilha, e procura honrar a gentileza que a mãe a ensinou a ter.

𝐘𝐎𝐔 𝐃𝐈𝐃𝐍’𝐓 𝐀𝐑𝐑𝐈𝐕𝐄 𝐇𝐄𝐑𝐄. 𝐘𝐎𝐔 𝐖𝐄𝐑𝐄 𝐓𝐀𝐊𝐄𝐍. 

Quando Mavis Delgado chegou ao Acampamento Meio-Sangue, aos treze anos de idade, o chalé 7 estava lentamente se recuperando das perdas causadas pela Segunda Guerra dos Titãs. Talvez por isso tenha sido tão bem recebida pelos irmãos, dois dias depois de sua chegada — enquanto os campistas reuniam-se ao redor de uma fogueira, aproveitando uma noite de verão, a garota cantou uma canção tão bela que até as árvores do bosque se balançaram no ritmo. Ao fim, o brasão de Apolo flutuava sobre sua cabeça e os filhos dele encaravam-na com sorrisos no rosto e expectativa nos olhos.

Não era a primeira vez que alguém a encarava daquela forma. A mãe sempre disse que seu nascimento trouxe música de volta à vida dela, uma garçonete que, em sua juventude, sonhara em tornar-se uma cantora famosa na Argentina. Sua jornada, porém, levou-a a um trabalho em uma lanchonete da Califórnia e uma gravidez inesperada, resultante de um caso apaixonado com um homem que descrevia como “o sol em pessoa”. Mavis não tinha ideia do quão literal aquela descrição era até ser reclamada pelo deus do sol, que antes disso gostava de observá-la e vigiá-la à distância, quando estava distraída demais para perceber.

Apolo encantou-se pelo amor por música de Marisa Delgado, e contou-a inúmeras vezes do potencial que ela possuía para o sucesso, mas a mortal já estava cansada de tentar e falhar em conseguir sua oportunidade de ouro. Em vez disso, criou a filha dos dois rodeada por música, habituada às cordas de um violão antes mesmo de terminar de aprender a escrever em letra cursiva, e incapaz de passar um dia sem escutar seus artistas favoritos nos fones de ouvido ou cantarolar enquanto varria a casa, lavava a louça e fazia a tarefa de casa.

A ida ao Acampamento Meio-Sangue veio após a garota ser seguida por um monstro depois da escola, o cheiro de semideus já difícil de esconder, e o sátiro responsável por sua proteção apanhou-a e guiou-a ao Pinheiro de Thalia antes que ela virasse jantar da criatura. Uma semana depois, apesar da falta da mãe, já sentia-se inteiramente em casa.

O ano letivo ainda era passado com a mãe, trabalhando meio-período para juntar o dinheiro da universidade e metendo-se em todas as extracurriculares que podia na esperança de conquistar uma bolsa de estudos. No verão, porém, voltava aos irmãos e ao conforto do Acampamento Meio-Sangue, onde não era mais a garota que precisava juntar os trocados para ajudar a mãe a pagar as contas, e sim a filha de um deus. Simultaneamente, o Acampamento era seu escape e o lugar em que mais se sentia ela mesma.

Uma pena que aquele conforto não durou muito tempo. No verão anterior ao seu último ano de escola, Mavis saiu em uma missão da qual uma de suas companheiras não retornou. Segurou-a em seus braços enquanto ela morria envenenada por um monstro, embalando-a em uma canção mágica até não sentir mais seu pulso.

O refúgio em Long Island nunca mais fora o mesmo. Ainda visitava-o em alguns verões, mas nem todos, e, mesmo quando ia, às vezes voltava para casa antes das férias terminarem. De que adiantava ser filha de um deus — e, mais ainda, do deus da medicina — se não conseguia salvar quem mais importava? Então, enquanto se mantinha distante do Acampamento, corria atrás de um diploma em uma universidade mortal e tentava dar à mãe a chance de uma vida melhor, nunca abandonando, porém, a paixão que as unia: a música, apesar de entrelaçada a uma memória dolorosa, também era uma herança da mãe para a filha.

Então, após chegar em casa exausta de um plantão noturno — havia concluído o curso de Enfermagem há pouco tempo e aceitava todos os plantões necessários para manter o aluguel em dia —, Mavis deitou-se e sonhou. Sonhou com uma cabana abandonada, com uma floresta sussurrante, com monstros que a observavam. Mas aquele não era um sonho comum, pois não era um sonho de forma alguma. Acordara na Ilha, não só puxada de volta para o mundo dos semideuses, mas também levada contra sua vontade para um local sem saída. Com cinco meses, Mavis ainda não está acostumada à nova vida, e a angústia de imaginar a mãe sozinha, sem saber do paradeiro da filha, se mistura com o desespero de perceber que, aos poucos, está esquecendo de como é a voz da mãe. A semideusa teme pelo dia em que sua memória será tomada por completo, e tenta manter acesa a esperança de que encontrará um jeito de sair deste lugar antes que isso aconteça — mas, quanto mais tempo se passa, mais difícil é continuar esperançosa.

𝐒𝐎𝐌𝐄 𝐃𝐄𝐒𝐓𝐈𝐍𝐈𝐄𝐒 𝐀𝐑𝐄 𝐖𝐎𝐑𝐒𝐄 𝐓𝐇𝐀𝐍 𝐃𝐄𝐀𝐓𝐇.

Canção Acalentadora (poder ativo) — Quando canta ou toca algum instrumento musical, Mavis produz uma música que suaviza e acalma os corações das pessoas ao seu redor. Já descreveram-na como a sensação de deitar-se debaixo do sol ou assisti-lo se pôr no mar, de ser colocado para dormir enquanto há música no fundo, e até de sentir uma nostalgia tão forte que os olhos se enchem d’água. Em batalha, o poder é capaz de amansar monstros e anular a hostilidade de inimigos, mesmo que momentaneamente, dando tempo a seus aliados para atacá-los ou neutralizá-los; fora dela, porém, pode distrair os feridos de suas dores, adormecer alguém com insônia ou apaziguar sua angústia, entre outros usos que descobrira ao longo dos anos. A canção não funciona com a própria Mavis, porém, e ela precisa ter acesso à própria voz ou a um instrumento para que funcione. Antigamente, ela costumava se manifestar naturalmente, mesmo quando a semideusa não tinha noção ou controle de seus poderes, mas, hoje em dia, Mavis consegue escolher se sua música produzirá ou não este efeito.

Desde a chegada na Ilha, Mavis percebeu que as canções exigem mais de sua energia. Se cansa facilmente após usar os poderes e precisa de algumas horas para recuperar-se, às vezes até perdendo a voz por um tempo.

Augúrio (poder passivo)— Como filha do deus das profecias, Mavis possui uma intuição aguçada para acontecimentos futuros. Tem pequenos pressentimentos, sensações do que acontecerá no futuro próximo, e consegue enxergar presságios onde outras pessoas não perceberiam nada. Normalmente, ela não consegue controlar ou forçar uma previsão — é como um sexto sentido, um alerta que vem de dentro —, mas leituras de tarô ou pedras rúnicas feitas por ela costumam ser certeiras.

 𝐖𝐄𝐀𝐏𝐎𝐍𝐒

Lyra (λύρα) — Mavis possui um arco feito de bronze celestial, com pontas arredondadas e curvadas que se assemelham às de uma lira. É daí que vem seu nome, o mesmo da constelação associada à lira de Orfeu. A arma fora um presente de seu pai, Apolo, após ela concluir sua primeira missão com sucesso, e as flechas de sua aljava são feitas do mesmo material que o arco. No passado, suas flechas eram capazes de curar aliados e queimar ou cegar inimigos com luz solar, mas, desde a chegada na Ilha, suas propriedades mágicas sumiram.

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Os Observadores estão de olho em HAYDEN DUNN. Eles dizem que ele tem 26 anos e que está na Ilha há 15 MESES, já deve estar acostumado com as regras da cidade. Como HAYDEN se parece com DAMIAN HARDUNG, é bom tomar cuidado e não sair do CHALÉ 2 de noite porque mesmo sendo filho de APOLO, vindo do ACAMPAMENTO MEIO SANGUE, aqui é apenas mais um no meio da multidão. 

  • OCUPAÇÃO: Fiscalização do Circuito de combate
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𝐈𝐅 𝐘𝐎𝐔 𝐀𝐑𝐄 𝐁𝐄𝐈𝐍𝐆 𝐖𝐀𝐓𝐂𝐇𝐄𝐃, 𝐘𝐎𝐔 𝐀𝐑𝐄 𝐒𝐓𝐈𝐋𝐋 𝐔𝐒𝐄𝐅𝐔𝐋. 

Aprendeu cedo a ser educado e neutro por sobrevivência; falar pouco, observar muito e nunca dar munição demais a quem pudesse usá-la contra ele. À primeira vista, parece contido, quase polido demais, mas isso é só a camada externa e quando se sente diminuído, tratado como incapaz ou descartável, a ironia aparece seca, nunca explosiva, sempre com a intenção de ferir o ego certo sem levantar a voz. Ele não perde tempo tentando provar inteligência ou valor e se alguém insiste em subestimá-lo, ele simplesmente deixa que essa pessoa continue errando sozinha. A relação com a ausência da mãe moldou mais silêncios do que discursos. Ele não fala sobre a mãe com facilidade, não dramatiza nem romantiza, apenas aceita que algumas perguntas não têm resposta e que esse tipo de perda ensina a não depender emocionalmente de promessas. Ele sente que precisa conquistar espaço não por talento bruto, mas por persistência. Isso não o paralisa, ao contrário, o torna observador, aplicado, silenciosamente ambicioso. Ele melhora com o tempo, aprende rápido, absorve técnicas como quem memoriza melodias, e à medida que evolui, a comparação deixa de doer. Pode não ser o melhor, mas percebe que ser constante também é uma forma de força. Há algo de profundamente confortável no momento em que ele entende como lutar, como servir, como ser útil - não no sentido de ser usado, mas de finalmente ocupar um lugar que faz sentido para ele. Depois de anos sentindo que existia à margem, ser um “guerreiro” traz uma paz estranha, quase íntima - não porque ama a violência, mas porque a função dá forma ao vazio. Quando pressionado emocionalmente por algo que não lhe interessa ou não vale o desgaste, ele não confronta nem explica: silencia, se afasta, desaparece do conflito antes que ele se torne uma prisão. Por trás de tudo isso, existe uma proteção silenciosa em relação a quem ele considera. Não é expansivo e tampouco grudado, mas está sempre presente de maneiras discretas, seja observando, intervindo só quando necessário, puxando alguém para fora do perigo antes mesmo que percebam. Ele não promete o que não pode cumprir e não pede mais do que precisa, preferindo ser lembrado como alguém estável do que como alguém intenso. No fundo, ele carrega a certeza de que não foi feito para brilhar o tempo todo, mas para resistir, aprender e seguir em frente e talvez isso seja, à sua maneira, a forma mais honesta de luz que ele conhece.

𝐘𝐎𝐔 𝐃𝐈𝐃𝐍’𝐓 𝐀𝐑𝐑𝐈𝐕𝐄 𝐇𝐄𝐑𝐄. 𝐘𝐎𝐔 𝐖𝐄𝐑𝐄 𝐓𝐀𝐊𝐄𝐍. 

Nascido e criado em meio a inconstâncias, Hayden nunca pôde chamar sua infância de feliz. Primogênito de três irmãos, cresceu em uma casa onde as ausências falavam mais alto do que os afetos. Sua mãe o amava e disso ele nunca duvidou, mas carregava um fervor que os outros não sabiam nomear. Dizia ter sido escolhida por Apolo, insistia que o primeiro filho não era fruto do acaso, e isso bastou para que a vizinhança a transformasse em algo incômodo demais para tolerar. Instável. Exagerada. Perigosa. Quando Hayden tinha sete anos, ela foi embora, deixando para trás os filhos, um casamento já gasto e uma família que preferiu esquecer tudo o que soava divino demais.

Por anos, ele se perguntou se ela havia realmente ido embora. O padrasto fazia questão de repetir que ela escolhera partir, jogando essa ideia em seu rosto sempre que podia, até que a dúvida se tornasse parte da rotina. A raiva veio depois não por ela ter partido, mas por não levá-lo junto. O que restou foi um vazio persistente, difícil de nomear. Ela era quem iluminava seus dias e a casa nunca voltou a ser clara depois disso.

Ficaram Hayden, os dois irmãos mais novos, um padrasto afundado no álcool e uma avó paterna que tentou, como pôde, impedir que tudo desmoronasse. Desde cedo, ele aprendeu a ocupar espaços que não eram seus. Ajudava na casa, cuidava dos irmãos, assumia responsabilidades que nenhuma criança deveria carregar. Quando teve idade suficiente, passou a aceitar pequenos trabalhos em troca de dinheiro. Nunca pediu ajuda. Nunca esperou favores. Sobreviver não era uma escolha, era o básico.

Foi nesse período que a música entrou em sua vida, não como sonho, mas como ferramenta. Hayden tinha uma facilidade incomum para memorizar melodias, ritmos e letras após ouvi-los uma única vez. Instrumentos velhos apareciam, vozes se calavam para escutá-lo, e moedas surgiam aos seus pés mesmo quando ele não pedia nada. Ele não questionava o porquê. Apenas entendia o efeito. A música garantia comida na mesa, mantinha os irmãos de pé e, sempre que possível, era escondida do padrasto, protegida como se fosse algo frágil demais para ser desperdiçado.Essa infância o moldou em alguém reservado e desconfiado. Carinho vinha com cautela e ajuda sempre parecia carregar uma cobrança implícita. Proteger virou instinto. Depender, um risco calculado que ele preferia evitar.

Entre os sete e os quinze anos, sua ambição nunca foi grandiosa. Mudar de vida significava sair dali sem dever nada a ninguém. A música o acompanhou como meio, sem um prazer em exercer aquilo que deveria ser tão natural quanto respirar. Não havia encanto, mas disciplina, repetição e controle. Com o tempo, porém, algo começou a se aproximar com frequência demais. Monstros passaram a surgir atraídos por uma herança que ele ainda não compreendia. A verdade veio tarde, trazida por um sátiro à porta de casa: Hayden não era apenas talentoso. Era um semideus, filho de Apolo.

O Acampamento Meio-Sangue surgiu como refúgio, não como promessa. Ali, ele não se sentiu deslocado, havia outros como ele, mas sentiu-se menor. Os corpos eram mais rápidos, os golpes mais precisos, os poderes mais naturais. Por um tempo, isso pesou. Ainda assim, Hayden permaneceu. Aprendeu observando, repetindo, errando e tentando de novo. Cada melhora era pequena, mas constante, e a sensação de inferioridade foi cedendo espaço à familiaridade. Quando finalmente aprendeu a lutar, algo se encaixou. Não a glória que diziam, nem destino manifesto. Era conforto. Pela primeira vez, ele servia para algo de forma clara, objetiva e mensurável. E isso lhe bastava.

Sua relação com Apolo nunca foi simples. Parte dele carrega a amargura silenciosa de quem sabe que, se não fosse essa herança, talvez a mãe tivesse ficado. Outra parte reconhece, mesmo que a contragosto, que sem ela talvez não tivesse sobrevivido. Entre gratidão e ressentimento, Hayden aprendeu a conviver com uma luz que aquece e queima na mesma medida, sendo constante, exigente, impossível de ignorar. Sobreviver foi seu primeiro talento; todo o resto veio depois.

𝐒𝐎𝐌𝐄 𝐃𝐄𝐒𝐓𝐈𝐍𝐈𝐄𝐒 𝐀𝐑𝐄 𝐖𝐎𝐑𝐒𝐄 𝐓𝐇𝐀𝐍 𝐃𝐄𝐀𝐓𝐇.

Poder Ativo - Nota Sustentada: Hayden não impõe força; ele impõe ritmo. Ao produzir um som contínuo (um assobio baixo, uma corda vibrando por tempo demais, uma batida repetida e firme) ele cria uma espécie de suspensão no ambiente, como se tudo ao redor fosse obrigado a acompanhar aquela cadência. Antes da ilha, esse poder funcionava quase como um eixo: aliados conseguiam se manter centrados mesmo sob pressão, o pânico diminuía, decisões vinham com mais clareza. inimigos, por outro lado, hesitavam, erravam o tempo dos ataques ou sentiam dificuldade em avançar, como se algo os segurasse por um segundo a mais do que deveriam. Na ilha, sob o véu, a nota já não sustenta o mundo como antes. A efeito é mais curto, instável e exige esforço real. Em vez de estabilizar um grupo inteiro, Hayden consegue ancorar apenas quem está muito próximo ou apenas si mesmo. O som falha, quebra, às vezes morre antes do efeito completar.

Poder Passivo - Memória Sonora Absoluta: Hayden não guarda apenas melodias, ele memoriza padrões sonoros. Passos no chão, o intervalo entre uma respiração e outra, o ritmo com que alguém fala quando está nervoso ou mentindo. Antes da ilha, isso fazia com que ele aprendesse rápido demais para parecer normal: bastava observar e ouvir uma vez para entender o fluxo de uma luta, o funcionamento de uma arma, a dinâmica de uma conversa tensa.  Na ilha, esse poder continua existindo, mas perdeu nitidez. Os padrões ainda estão lá, porém às vezes vêm fragmentados, como uma música lembrada pela metade. Ele percebe incoerências, mudanças de ritmo e repetições estranhas, mas nem sempre consegue interpretar tudo com clareza. 

𝐖𝐄𝐀𝐏𝐎𝐍𝐒

A arma de Hayden é um arco simples à primeira vista, discreto demais para chamar atenção imediata. A madeira clara parece quase polida pelo tempo em vez de ornamentada, com acabamento fosco e linhas limpas. Não há excessos, apenas alguns adornos sutis entalhados ao longo do corpo do arco, padrões delicados que lembram raios estilizados e curvas solares, mais perceptíveis ao toque do que ao olhar. O arco em si é totalmente mundano em sua função, sua eficiência depende exclusivamente da técnica, da prática e da leitura do ambiente. As flechas seguem o mesmo princípio de sobriedade. Seus corpos são simples, com hastes claras e penas neutras, mas a ponta é forjada em bronze celestial.

𝐈𝐍𝐕𝐈𝐒𝐈𝐁𝐋𝐄 𝐓𝐎 𝐓𝐇𝐄 𝐖𝐎𝐑𝐋𝐃, 𝐕𝐈𝐒𝐈𝐁𝐋𝐄 𝐓𝐎 𝐓𝐇𝐄 𝐆𝐎𝐃𝐒.

Ainda criança, influenciado pela fé intensa da mãe, Hayden passou a acreditar nos deuses antes mesmo de entender o que isso significava. Não conhecia nomes, rituais ou regras, mas acreditava na ideia de que alguém escutava. Em uma noite marcada pelo medo e pela sensação de que tudo podia ruir, fez uma promessa silenciosa a Héstia, sem palavras formais, mas em intenção: se as coisas melhorassem, ele cuidaria da casa, manteria o lar de pé, não deixaria que tudo se apagasse. Por um tempo, tentou cumprir. Assumiu responsabilidades cedo demais, protegeu os irmãos como pôde e manteve o pouco que restava funcionando. Ainda assim, a promessa não se completou. Quando foi levado para longe e não voltou para casa, o fogo ficou para trás. Héstia não o puniu com dor ou perda direta, sua resposta foi mais sutil e desde então, nenhum lugar se fixa por inteiro. Hayden encontra abrigo, segurança e até afeto, mas sempre com a sensação de que é provisório. Casas existem, lares não se completam. Não há rejeição, apenas a constante impressão de estar de passagem.

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vidasecaeveredas
vidasecaeveredas

Apolo woke up limping really bad today. After everything done, AI, 3 batches of ice, and blah blah blah plus a coitado face, not moving much…. he just SPRINTS at the Sedex car! Came back all smiles and very proud of himself. My boy 🤍

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cayiitheelf
cayiitheelf

Cuando me metí a la lectura de cartas empecé a sentir la calidez del sol cada vez que abría mí cajita de cartas. Apolo tiene todo lo que a lo largo de los recuerdos me ha gustado y me sigue gustando, lo encontré (en realidad el me encontró) ideal para tenerlo como maestro dentro del mundo esotérico. Gracias al Sol también hoy estamos todos acá, no?

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artistcandybassas
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Apolo and the music, 2024

Oil on canvas with cyanotype 130x194 cm

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weenwem
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Apolo

God of light

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apoloflexoembalagens
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𝗘𝘂 𝘃𝗶 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗿𝘁𝗼 𝗲 𝗳𝗶𝗾𝘂𝗲𝗶 𝗶𝗺𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗱𝗼: 𝗼 𝗿𝗼𝗯𝗼̂ 𝗱𝗮 𝗖𝗼𝘃𝗲𝗿𝗕𝗼𝘅 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮. Em segundos, ele pega as chapas de papelão cortadas, e monta com precisão milimétrica caixas robustas como se fosse mágica. 📦 Caixas de transporte, caixas tipo mailer, embalagens de papel kraft para e-commerce… tudo saindo prontinho, firme e alinhado.

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𝗘 𝗻𝗼 𝗕𝗿𝗮𝘀𝗶𝗹, 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗴𝗮𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘀𝗮 𝘁𝗲𝗰𝗻𝗼𝗹𝗼𝗴𝗶𝗮 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗮 𝘀𝗲𝗺 𝗽𝗮𝗿𝗮𝗿 𝗲́ 𝗮 𝗔𝗽𝗼𝗹𝗼 𝗦𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺𝗮𝘀 𝗚𝗿𝗮́𝗳𝗶𝗰𝗼𝘀. 𝗖𝗼𝗺 𝟯𝟴 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗺𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼, 𝗮 𝗔𝗽𝗼𝗹𝗼 𝗲́ 𝗿𝗲𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗲𝘅𝗰𝗹𝘂𝘀𝗶𝘃𝗮 𝗱𝗮 𝗖𝗼𝘃𝗲𝗿𝗕𝗼𝘅 𝗲 𝗼𝗳𝗲𝗿𝗲𝗰𝗲 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗺𝗮́𝗾𝘂𝗶𝗻𝗮:

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𝗣𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲 𝗻𝗮𝗱𝗮 𝗮𝗱𝗶𝗮𝗻𝘁𝗮 𝘁𝗲𝗿 𝗼 𝗿𝗼𝗯𝗼̂ 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗿𝗮́𝗽𝗶𝗱𝗼 𝘀𝗲 𝘃𝗼𝗰𝗲̂ 𝗻𝗮̃𝗼 𝘁𝗲𝗺 𝘂𝗺 𝗽𝗮𝗿𝗰𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗳𝗶𝗮́𝘃𝗲𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗴𝗮𝗿𝗮𝗻𝘁𝗶𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗲 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗲. 𝗘 𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗰𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗲́ 𝗮 𝗔𝗽𝗼𝗹𝗼.
www.apolo.com.br

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Templo de Apolo en Dídima

Ubicado a 17 km (11 millas) al sur de la antigua ciudad portuaria de Mileto, en la costa oeste de la actual Turquía, el templo de Apolo de Dídima o Didimeo fue el cuarto templo más grande del mundo griego antiguo. Su oráculo, segundo en importancia después del de Delfos, desempeñó un papel fundamental en la vida religiosa y política tanto de Mileto como del amplio mundo mediterráneo. Muchos gobernantes, desde Alejandro Magno (356-323 a.C.) hasta el emperador romano Diocleciano (244-313 d.C.), visitaron o enviaron delegaciones a este oráculo en busca de la guía y el favor de Apolo. El oráculo fue clave en el inicio de la «Gran persecución» de cristianos bajo el mandato de Diocleciano, y más adelante el templo se convirtió en una iglesia durante el siglo V o VI d.C.

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Parnasso

O Parnasso é, originalmente, o nome do Monte Parnaso, uma montanha real na Grécia Central, perto de Delfos. Na mitologia grega, este monte era consagrado a Apolo (deus da música, das artes e da profecia) e às nove Musas, sendo considerado a sua morada.

Por extensão desta associação mitológica, o termo passou a ser usado em sentido figurado para designar a arte poética em si, o mundo da poesia ou os poetas coletivamente, a “morada simbólica dos poetas”, uma coleção de poemas ou de literatura elegante (um florilégio poético) e qualquer centro de atividade poética ou artística.

Em resumo, a palavra “Parnasso” evoca um lugar idealizado de inspiração e excelência artística.

O termo também dá nome a uma escola literária que surgiu em França no século XIX e que valorizava a perfeição formal, a objetividade e a arte pela arte.

É um tema comum em obras de arte, como o famoso fresco “O Parnaso” de Rafael, no Vaticano, que representa Apolo e as Musas com poetas famosos.

Existe mesmo uma ópera de Georg Friedrich Händel intitulada Parnasso in festa.


Duas das obras mais famosas que abordam este tema na pintura são:


A obra “O Parnaso” de Rafael Sanzio (completada por volta de 1511), um dos frescos mais importantes do Alto Renascimento e uma das obras-primas do artista italiano. Ao contrário da versão de Mantegna, que era uma pintura a óleo de menores dimensões para um studiolo, a obra de Rafael é um monumental fresco que cobre uma das paredes da Stanza della Segnatura (Sala da Assinatura) no Palácio Apostólico, na Cidade do Vaticano.

O fresco faz parte de um programa iconográfico complexo que decora as quatro paredes da sala, representando as principais áreas do conhecimento humano:

A Disputa do Santíssimo Sacramento (Teologia);

A Escola de Atenas (Filosofia);

Alegoria da Justiça (Jurisprudência);

O Parnaso (Poesia e Artes).

Juntas, estas obras celebram o Humanismo e a coexistência harmoniosa da sabedoria clássica e da fé cristã, sob a orientação do Papa Júlio II, o mecenas da obra.

A composição de Rafael é vasta e preenchida com uma multidão de figuras que representam os maiores poetas, músicos e escritores da Antiguidade Clássica e da época contemporânea de Rafael.

No topo e no centro, encontra-se Apolo, o deus grego da música e da poesia. Ele não toca a lira, como na versão de Mantegna, mas sim uma lira da braccio (um instrumento de cordas da Renascença).

Apolo está rodeado pelas nove Musas, que inspiram a dança e o canto, criando uma atmosfera de harmonia celestial.

Espalhados pela montanha idílica, que culmina no Monte Parnaso, estão 58 figuras proeminentes. É uma “assembleia” de génios literários, incluindo:

Poetas clássicos como Homero (que aparece proeminente no topo, à esquerda de Apolo, de olhos fechados e com barba, a recitar), Virgílio e Ovídeo.

Poetas italianos modernos (para a época) como Dante Alighieri, Petrarca, e Boccaccio.

Outros poetas e figuras históricas, como Safo, a poetisa grega, que é uma das poucas figuras femininas além das Musas.

Enquanto a versão de Mantegna era mais rígida, com figuras esculturais e um ambiente mais seco e irónico (com a inclusão de Vulcano ciumento), a de Rafael é fluida, serena e monumental. Rafael utiliza uma composição piramidal e uma interação harmoniosa entre as figuras, criando uma cena que parece natural e eterna.

A obra de Rafael representa o ideal renascentista do génio criativo, onde a inspiração divina se une à mestria humana, celebrando a poesia como uma das mais altas realizações do espírito humano.


A obra de Andrea Mantegna, geralmente intitulada “Marte e Vénus” ou conhecida pelo nome tradicional “O Parnaso”, foi pintada por volta de 1497 e trata-se de uma peça-chave do Renascimento italiano, encomendada por Isabella d'Este para o seu studiolo (estúdio privado) no Palácio Ducal em Mântua. A pintura encontra-se atualmente no Museu do Louvre, em Paris.

A obra é uma alegoria mitológica que celebra o casamento de Isabella d'Este com Francisco II Gonzaga, que ocorreu em 1490. A cena representa uma harmonia celestial, mas também esconde uma complexa teia de simbolismo e metáforas:

No topo da colina, no centro, estão a deusa do amor, Vénus, e o deus da guerra, Marte. A sua união simboliza a harmonia entre o amor e a força militar, uma metáfora para o casamento entre Isabella e Francisco.

No canto inferior esquerdo, está o marido de Vénus, Vulcano, furioso e coxo. Ele emerge da sua gruta com uma expressão de frustração, impotente perante a união ilícita, mas divinamente orquestrada, de Vénus e Marte.

Em primeiro plano, as nove musas dançam ao som da música de Apolo, que toca uma lira. A dança e a música das musas simbolizam a inspiração artística e intelectual, virtudes que Isabella d'Este cultivava ativamente.

À direita, perto das musas, está Pégaso, o cavalo alado. De acordo com a lenda, Pégaso fez a sua aparição no Monte Helicon, que muitas vezes é associado ao Monte Parnaso. Pégaso era conhecido por deter erupções vulcânicas com um movimento da sua pata, um detalhe que se acredita ser uma referência à capacidade da arte de acalmar as paixões violentas.

A representação da cena por Mantegna, com a sua arquitetura clássica detalhada e figuras sólidas e monumentais, reflete a sua paixão pela antiguidade clássica.

Em suma, “O Parnaso” não é apenas uma cena mitológica, mas um complexo elogio visual à dinastia Gonzaga e um reflexo do mecenato de Isabella d'Este.


“O Parnaso” de Nicolas Poussin é uma célebre pintura a óleo que se destaca pela sua abordagem clássica e ordenada do tema mitológico, contrastando com a vivacidade do famoso fresco de Rafael. Data de cerca de 1631-1633 e está no Museu do Prado, em Madrid, Espanha.

A obra foi explicitamente inspirada pelo “Parnaso” de Rafael na Stanza della Segnatura, no Vaticano, que Poussin certamente estudou em detalhe. No entanto, Poussin reinterpreta o tema com a sua própria estética: A pintura apresenta uma composição altamente estruturada e equilibrada, típica do estilo de Poussin. As figuras estão dispostas de forma lógica e calma, num cenário de paisagem idealizada. Representa Apolo, o deus da música e das artes, no Monte Parnaso, rodeado pelas nove Musas (Calíope, Clio, Erato, Euterpe, Melpômene, Polímnia, Tália, Terpsícore e Urania), que simbolizam as diferentes formas de expressão artística e científica. O tema é uma celebração da poesia e da harmonia intelectual. A obra reflete o ideal classicista de Poussin, que valorizava a clareza, a lógica, a ordem e o decoro. As cores são geralmente mais sóbrias e a luz é utilizada para modelar as formas de maneira escultórica, afastando-se do dramatismo barroco mais exuberante de outros contemporâneos.

Poussin pintou “O Parnaso” numa fase da sua carreira em que se dedicava intensamente a temas da mitologia clássica e da história antiga. A sua abordagem visava evocar a virtude e a razão através de narrativas visuais claras.


Outras representações relevantes:

O fresco “Apolo e as Musas no Parnaso” de Anton Raphael Mengs (1761) no Teto da Villa Albani, em Roma. A obra de Mengs é considerada um manifesto do Neoclassicismo. O artista afastou-se do drama e do dinamismo do Barroco e Rococó, buscando inspiração direta na antiguidade clássica e na obra de Rafael. A composição é mais austera, as figuras são idealizadas e a ênfase recai na pureza da forma e na clareza da mensagem, simbolizando o renascimento dos ideais clássicos na arte.

As Nove Musas de Richard Samuel (1776), um artista inglês menos conhecido, mas cuja obra reflete a popularidade do tema na Grã-Bretanha no século XVIII. A obra está na National Portrait Gallery, em Londres. Embora não explicitamente intitulada “Parnaso”, é uma alegoria moderna que coloca nove proeminentes poetisas e escritoras britânicas da época no lugar das musas clássicas, celebrando o génio literário feminino. Mostra como o conceito mitológico foi adaptado para celebrar talentos contemporâneos.

A disseminação das grandes obras originais foi crucial. Marcantonio Raimondi criou uma famosa gravura da versão de Rafael, que permitiu que o modelo se tornasse amplamente conhecido e estudado por outros artistas em toda a Europa. De forma semelhante, Raphael Morghen fez uma gravura detalhada do fresco de Mengs, disseminando os ideais neoclássicos da obra.


O Parnaso é a metáfora visual e literária primordial para a inspiração divina, a criação poética e a harmonia das artes. Apolo, como líder das Musas (que presidem à música, dança, poesia, história, astronomia, etc.), representa a fonte de todo o génio criativo humano.

Ao representar o Parnaso, os artistas não estavam apenas a ilustrar um mito; estavam a refletir sobre a própria natureza e origem da sua arte. Era uma forma de elevar a pintura, a poesia e a música a um estatuto de atividade sagrada e intelectual, e não apenas um ofício manual.

Desde o Renascimento até ao Neoclassicismo, o Parnaso serviu como um pilar do ideário clássico. O Humanismo redescobriu os textos clássicos e a mitologia como fontes de sabedoria moral e estética. O Parnaso de Rafael na Stanza della Segnatura é o expoente máximo disto, ao reunir poetas antigos (Homero, Virgílio) e modernos (Dante) com os deuses, validando a continuidade da excelência humana através dos tempos. No século XVIII, artistas como Anton Raphael Mengs usaram o Parnaso como um manifesto estético, defendendo um retorno à pureza, ordem e clareza da arte grega e romana, em oposição aos excessos do Barroco e Rococó.

Pintores, mecenas e patronos usavam o tema do Parnaso para legitimar o seu próprio trabalho e gosto. Encomendar ou pintar um “Parnaso” era uma declaração de erudição, bom gosto e uma associação direta com o ideal de génio. O Parnaso de Mantegna, criado para o studiolo de Isabella d'Este, tinha a função de decorar um espaço de contemplação intelectual, validando o estatuto de Isabella como uma patrona iluminada das artes.

A representação do Parnaso exigia um domínio complexo da composição, pois envolvia múltiplas figuras interagindo num cenário idílico. O fresco de Rafael, em particular, é estudado por gerações de artistas como um exemplo de como organizar um grande número de figuras de forma harmoniosa, natural e hierárquica, influenciando artistas como Ingres, Delacroix e até os modernistas.

Mesmo quando a arte se afastou do figurativismo clássico, a ideia do Parnaso permaneceu. Paul Klee, com o seu Ad Parnassum, utilizou o título para se referir à jornada espiritual do artista moderno em busca da pureza criativa e da transcendência, mostrando que o símbolo sobreviveu à forma.

Em suma, o Parnaso é mais do que um simples tema mitológico; é uma metáfora visual e um símbolo perene da busca humana pela excelência artística, que permitiu aos artistas e mecenas de diferentes épocas refletir sobre o propósito e o poder da arte.

4 de Dezembro de 2025

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considerandos
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Apolo Enviando as Flechas da Peste

Apolo, na mitologia grega, tinha uma natureza dual: era o deus da medicina e da cura, mas também o portador de doenças e pragas. A ideia de Apolo a enviar flechas de peste é um tema proeminente na arte, frequentemente ligado a narrativas específicas de castigo divino, nomeadamente na Ilíada de Homero e em histórias bíblicas interpretadas através de lentes mitológicas.

A fonte mais antiga e influente é o Livro 1 da Ilíada. Apolo envia uma praga ao acampamento grego (Aqueus) durante a Guerra de Troia porque o Rei Agamémnon raptou a filha de Crises, um sacerdote de Apolo. Furioso, o deus usa o seu arco e flechas para disparar a peste, que mata soldados durante nove dias até que a filha do sacerdote seja devolvida e sejam feitas oferendas suficientes.

O tema inspirou vários artistas, sendo duas as abordagens principais, a representação direta do deus a disparar flechas e a representação dos efeitos da praga (com a causa divina implícita).

No primeiro caso temos a obra de Alexander Rothaug, “Apolo, Enviando as Flechas da Peste” (c. 1920). Esta pintura austríaca moderna é uma representação poderosa e dramática do deus musculado a disparar as suas flechas do céu sobre as pessoas abaixo. A composição dinâmica e as cores fortes enfatizam a força destrutiva das flechas e o caos que se segue. A obra está no Österreichische Galerie Belvedere, em Viena, Áustria.

Já no segundo caso podemos citar a obra de Nicolas Poussin, “A Peste em Ashdod” (1630). Embora esta obra-prima barroca francesa se baseie numa história do Antigo Testamento (1 Samuel), a imagem de uma praga — simbolizada por ratos e corpos mortos ou moribundos — está intrinsecamente ligada à ideia de castigo divino, que na época de Poussin era frequentemente associada a Apolo. A pintura retrata o caos e o desespero na cidade filisteia de Ashdod depois de roubarem a Arca da Aliança. A pintura original está no Musée du Louvre, em Paris, França.

A flecha, na iconografia artística, é um símbolo tradicional de doença e peste, com origem na lenda de Apolo.

As flechas são o atributo iconográfico mais comum e definidor do deus Apolo nas artes, simbolizando o seu poder e a sua natureza dual. Elas representam a sua destreza como arqueiro e a sua capacidade de infligir ou curar á distância.

O significado das flechas na arte varia drasticamente dependendo do contexto mitológico representado.

O uso mais sombrio das flechas é como instrumentos de castigo divino. Na Ilíada de Homero, Apolo envia uma praga ao acampamento grego disparando flechas invisíveis. Na arte, esta narrativa é usada para simbolizar a doença súbita e a morte.

Juntamente com a sua irmã Ártemis, Apolo usou as suas flechas para matar os filhos de Níobe (os Nióbides) como punição pelo orgulho da mãe, um tema frequente em frisos e relevos clássicos.

As flechas também simbolizam a superioridade e a invencibilidade de Apolo. A famosa escultura helenística “Apolo Belvedere” (embora o arco original esteja perdido), escultura em mármore datada de meados do século II d.C., cópia romana de um original em bronze grego perdido, criado pelo escultor ateniense Leochares, entre 330 e 320 a.C., mostra o deus nu e poderoso, sugerindo o momento após um disparo vitorioso. A estátua está em exibição no Museu Pio-Clementino, parte do complexo dos Museus do Vaticano, na Cidade do Vaticano.

Na história de Apolo e Dafne, narrada por Ovídio, Apolo é atingido por uma flecha de ouro do Cupido, que o faz apaixonar-se perdidamente. A flecha de Apolo aqui é um símbolo da sua própria vulnerabilidade ao amor, em contraste com a flecha de chumbo que atinge Dafne, causando repulsa.

Giovanni Maria Falconetto pintou um detalhe de um fresco, nos murais que decoram a Sala dello Zodiaco (Sala do Zodíaco), no Palazzo d'Arco em Mântua (Mantova), Itália, representando “Apolo matando com flechas os Nióbides” (c. 1520).

Antonio del Pollaiuolo, pintou “Apolo e Dafne” (c. 1470-1480) focando-se no resultado da flecha de Cupido e na perseguição de Apolo, mostrando a sua obsessão causada pelo dardo de amor. A obra é um pequeno mas significativo painel de têmpera e óleo sobre madeira e destaca-se pela sua elegância e pela forma como ilustra a transformação mitológica. A pintura está exposta na National Gallery em Londres.

Em suma, as flechas de Apolo nas artes são um símbolo versátil da autoridade divina, justiça, poder destrutivo e, ironicamente, da sua própria experiência com o amor e a vulnerabilidade.

30 de Novembro de 2025

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beni-alonso-1975
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capsulas
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tomoichikawa
tomoichikawa

una hoja de mi manga Cuando el Sol Vuelve a Besar la Tierra

“Mi música encontró su voz, mi arte encontró su musa” - Apollo

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odiarionadagloriosodeapolo
odiarionadagloriosodeapolo

Do vinho….. para o chorume!

Eae galera!! Aqui quem fala é Apolo!! Quer dizer eu era o Apolo…

Estava eu, um deus lindo e charmoso lá na minha casa.. Sabe?! O Monte Olimpo… até que meu pai, o Zeus… sim, esse mesmo o deus Zeus, me culpou pela guerra dos gigantes por isso me transformou em um mortal… ser mortal é um saco……. e para melhorar me jogou na caçamba de lixo!

Bom, é claro que meu pai ia aparecer a qualquer momento e dizer que tudo aquilo era um engano, então eu esperei, esperei, esperei e me decepcionei pois não aconteceu N-A-D-A!!!!!!!! E ainda por cima, fui assaltado por dois delinquentes e perdi meu almoço por conta disso e fiquei inconsciente depois de tomar um chute.

Legenda: Desenho feito pelo aluno. Os personagens estão de forma agressiva pois é uma cena que é relatado muita luta e ódio entre os deliquentes e o personagem principal. O desenho foi feito em forma de “selfie” que o Zeus tira em forma de ironia pelo castigo que decidiu para o seu filho Apolo (o que está deitado desmaiado) e os dois deliquentes que tiraram sarro e bateram nele.