OUÇA OU BAIXE ESTA SELEÇÃO MUSICAL FEITA PRA VOCÊ.
Han pasado casi 30 excitantes años desde que un servidor web pudo ser accesible por un usuario: se creó la World Wide Web. Desde entonces, la Internet ha pasado por varías fases, en las cuales se hemos pasado de simplemente consultar información (Web 1.0), pasando por la web social (Web 2.0) en la que no solo consumimos sino que producimos información, y el desarrollo y masificación de la comunicación móvil (Web 3.0) donde la velocidad de comunicación, el contexto de la información y la masificación de los servicios en la nube son la constante.
Nos encontramos nuevamente en una fase de cambio en donde la Web es mas abierta, conectada, predictiva e inteligente y orientada a darle soluciones específicas al usuario (Web 4.0).

https://profile.es/blog/web-4-0-el-proximo-desafio-ya-esta-aqui/
Pero en qué consiste la Web 4.0?
El concepto de Web 4.0. se compone de cuatro grandes áreas:
Con el desarrollo de mas infraestructura de red como el 5G, nos permitirá dar el siguiente paso en la evolución de la Web sensorial y emotiva (Web 5.0).
Los vehículos autónomos y los carros voladores ya no son una utopía, por lo cual la transformación de la Web dará un giro emocionante en dirección a la globalidad y contextualización de la información.
Que opinan amigos?
Sinopse: Chay é o filho mais velho de uma típica família norte-americana. Com o nascimento de sua irmã mais nova, o garoto vira um psicopata para chamar a atenção de seus pais e professores. Sem demonstrar nenhuma culpa, mata animais com frieza e tortura a própria família com jogos psicológicos e perigosas ameaças. Os pais do garoto entram em conflito para decidir o que farão com o pequeno Delinqüente.
Escritores:Ingrid e frefs;
Gênero:Suspense Terror;
Personagens Principais:Chay e Mel;
Personagens Secundários:LuAr e SoMic;
- Eai , o que pretende fazer nas férias de julho, Meg? – Essa era Elizabeth Brusco , que me arrastara logo após as três primeiras aulas , para um lado e para outro, e agora estávamos na lanchonete. Percebi Que me encarava enquanto comia suas batatas fritas gordurosas, me deixando com água na boca. Elizabeth tinha cabelos castanhos , mas dependendo do sol , pareciam ser avermelhados. Olhos verdes, e algo que realmente chamava minha atenção e seu batom vermelho que usava. Ela era realmente bonita. Me senti mais feia do que realmente era. Pisquei duas vezes. Ela usava um vestido tomara que caia lilás , e uma sandália branca. Esse vestido ficava bem bonito nela. – Pensei.
- Não sei , Liz, acho que nada. – Dei uma mordida em minha maça , desejando que aquilo fosse uma batata frita de Liz. Ela me encarou com seu olhos frios e bufou. Desviei meu olhar dela, e olhei em volta. E vi Eddie e Jennifer se aproximando. Eles também eram meus amigos, no entanto , Liz era minha nova melhor amiga. O que era estranho , pois havíamos nos conhecidos esta manhã apenas, e já sabíamos quase tudo sobre uma e outra.
Eddie se sentou ao meu lado e Jen e sua frente. Olhei para ambos. Eddie tinha cabelo preto, olhos azuis, mais eu não achava muito bonitos, pois eu gostava mais de garotos de olhos escuros. Mas o que me encantava era seu sorriso, revelando duas covinhas , uma em cada bochecha. Já Jen , tinha cabelos castanhos claros e olhos castanhos também. Era Bonita mais não tão linda. Mas certamente mais bonita que eu. Não estou sendo modesta não.
- Advinha. – Disse Liz , dei um pulo , pois estava muito concentrada em meus pensamentos e sua voz soou como um grito. Liz olhou para mim. – Meg não vai fazer nada nas férias de julho. – Deu um risinho, fazendo eu apertar meus olhos com raiva. Grande coisa , poderia muito bem passar minhas férias com minha avó , como passamos ano passado e assim sempre. Desviei meu olhar de novo e Eddie olhava para mim e perguntando:
- Jen eu e Liz vamos para a praia nas férias . – Fez uma pausa esperando alguma reação minha e logo continuou. – Gostaria de vir conosco? – Sua voz suavizou. Olhei dentro daqueles olhos azuis e não consegui dizer não.
- Claro. – Sorri. Olhei para Jen , que não havia dito nenhuma palavra , pois estava muito concentrada em seu sanduíche natural. Ela era um pouco quieta, não tinha contado muito sobre si para mim. Percebi que era bastante reservada, e que olhava para Eddie com um olhar apaixonado. E ele parecia não perceber.
- Quando vamos para praia? – Perguntei e dando uma ultima mordida em minha maça e atirei no lixo que ficava atrás de Liz. Acabei acertando, dando um sorriso. Encarei Liz. E ela logo respondeu-me. – Vamos este Sábado. – Ela sorriu.
Então ta, tinha que pedir permissão á minha vó , e arrumar minhas coisas em um dia. Pois hoje era sexta feira. E eu sequer tinha um Biquini !
Bufei novamente. E ignorei os olhares de interrogação dos meus amigos , enquanto levantávamos da mesa pois o sinal já havia tocado, e minha próxima aula era de Biologia.
Droga.
12:30
As aulas , Biologia , Matemática e Física , pareciam não terminar nunca, pois cada minuto parecia uma hora. Olhei para meu relógio. Dava tempo de pegar algo para almoçar antes de ir para o trabalho. Cujo começava á 13h em ponto. Então para não me atrasar de,novo , subi em meu skate e até o mais rápido possível até a lanchonete mais próxima. Que para minha sorte, me deparei com Jess e Adrian sentados almoçando. Os ignorei.
Coloquei meu skate preso na mochila e fui até o bife. Peguei um prato e me servi. Macarrão , arroz , mas sem feijão porque eu odiava feijão , salada, tomate e um pedaço de carne. Pesei meu prato e suspirei, tinham dado $4,38, ainda bem, pois só tinha 5 conto no bolso. Sorri, minha vó pelo jeito queria me manter em forma, pois quem da somente 5 reais para o almoço?
Para minha sorte novamente , só tinha uma mesa restante.
NA FRENTE DE ADRIAN E JESS.
Quase surtei, queria ter ido a outro restaurante, por um momento pensei em deixar meu prato de lado e sair , mas eu já tinha pago meu almoço e estava morta de fome, tinha apenas comido a maça na escola. Então me sentei. Ignorando o Maximo os dois.
Eles não haviam percebido que eu estava ali , até que meu celular toca. Alto.
Eu atendo. Não olhando para os dois. – Alô ? é quem? – logo pergunto pois na tela apareceu número desconhecido. Mas reconheci quem era pela voz. Era Eddie.
- Ah , Oi Eddie – Olhei para cima e vi Adrian olhando firmemente para mim enquanto Jess não parava de tagarelar como sempre. Dei uma garfada em meu bife e levei a boca. Esperando Eddie falar. – Meg , eu liguei só para confirmar se você vem mesmo á praia conosco. – Engoli meu bife.
- Sim eu vou a praia com vocês, mas a que horas no sábado ? – Parei - E onde vamos nos encontrar para ir? – Esperei pela resposta dando outra garfada no bife. Estava delicioso.
- Vamos a 13h em minha casa. – Ele respondeu. Logo peguei meu caderno em minha mochila e uma caneta. – Eddie, qual o endereço de sua casa então? - Olhei novamente para cima e Adrian estava com olhos arregalados e com sua fúria presente.
Eddie me passou seu endereço e eu guardei meu caderno na mochila , assim eu terminei de almoçar rapidamente pois , já eram quase 13h. E eu certamente não podia me atrasar DE NOVO.
Coloquei minha mochila nas costas e puxei meu skate, e antes que eu pudesse dar no pé. Algo segura meu skate, me fazendo virar para trás.
Era Adrian. Mas onde estaria Jess?
Capitulo 6
Lua narrando
Eu me acordei eram 7:30 tomei meu banho como sempre demorei 15 minutos ,troquei de roupa ,me maquiei e fui pra faculdade ,nem tomei café ia tomar café lá. Cheguei lá estacionei meu carro e fui em direção a faculdade quando do nada vi mel ,com cara de chorona e Sophia a abraçando então fui lá pra ver o que era.
Mel narrando
Ainda chorava muito quando Lua apareceu se agachou na minha frente e disse:
-Hey Mel o que ouve?
-Nada lu ,nada
-A então por que esta chorando?
-Lu ,não quero contar agora ,só me abraça?
-Claro –então ela sentou do meu lado e me abraçou
-O que ouve o Sophia?
-O Chay beijou outra garota
-O que ?Eu vou bater nele
-Por que?
Porque ele fez uma amiga minha chorar
-Amiga? – Sophia perguntou
-é eu conheço você a poucos dias mas … considero minha amigas
-Awww –me levantei e abri um sorriso–Eu também te considero uma amiga -eu abracei ela
-Eu também coisa preta -disse Sophia sentando do meu lado e me abraçando
Eu enxuguei minhas lagrimas e fomos tomar café da manha ,quando Lua viu Chay entrar logo foi pra cima dele:
-CHAYYYYYYY –ela gritou
-Que foi ? –ele disse vindo até nos
-O QUE FOI ?O QUE FOI? Todos olharam pra gente enquanto lua batia nele
-Ai para lua ,AGORA
-IDIOTA ,COMO VOCÊ FEZ ISSO COM A MEL? –ela ainda gritava
-O QUE?
-BEIJAR OUTRA GAROTA
-você viu? –ele me perguntou coçando a nuca
-SIM EU VI – eu disse deixando soltar uma lagrima do meu olho
-VIU O QUE VOCÊ FEZ? –lua disse dando mais tapas nele e gritando mais auto
-LUA ,PARA –disse Sophia segurando ela
-CARA VOCÊ NÃO MERECE A MEL –falou Sophia
Eu ainda chorava quando Chay olhou bem fundo no meu olho e disse:
-Mel ,ela me agarrou
-NOSSA COLOCA A CULPA NELA ,MUITO HOMEM VOCÊ É
-MEL –ele disse com cara de choro
-CHAY
-EU TE AMO MUITO MUITO
Eu me aproximei dele e disse:
-É? ENTÃO CUELINHOS DA PASCOA EXISTE ,PAPAI NOEL TAMBEM E FELIZ PRA SEMPRE TAMBEM
Sai correndo sem olhar pra trás
Narrador
Chay começou a chorar e ficou alguns minutos parado ,enquanto Sophia e lua tentavam tirar a atenção dele ,lua se aproximou de Chay e disse:
-Chay olha..
-Não briga mais comigo por favor- ele disse me interrompendo
-Eu não vou ,desculpas ? Deveria ter te escutado
-Tudo bem ,me abraça ?
-Claro –a loira abraçou o moreno
Sophia foi atrás de mel que estava sentada num bando em frente da sala de direito:
-Melzinha tá tudo bem?
Não ,me abraça ? perguntou a morena levantando-se e esticando os braços
-Sempre amiga
Mel e Sophia ficaram um tempo abraçadas e ela parou de chorar.
Enquanto isso Chay contou tudo a lua
Flashback on
-Oi gatinho
-Oi quem é você?
-Maria
Hum que você quer?
-Um beijo
-Não valeu
-Me mostra a escola então ?
-Não sai do meu pé
Ela me puxou do nada e me deu um beijo eu tentava escapar mas ela segurou minhas mão e então eu chutei a canéla dela
Flashback off
-Lu ,foi isso que aconteceu
-Serio Chay?
-Sim lua
-Fala com ela Chay
-Ela não quer me ouvir
-Ela vai te ouvir
-Lua ela não vai me ouvir ,mas ela vai ouvir uma amiga dela ,fala com ela por favor –ele fez cara de cãozinho abandonado
-Tá bom ,eu vou T-E-N-T-AR-R –a loira falou soletrando
-legal –ele abriu um sorriso e sai cantarolando pra sala e lua foi também
Quando Lua estava quase chegando na sala ,viu Mel e Sophia conversando ,e a morena ainda chorava.
-Oi Mel ainda tá chorando?
-Um pouco né?
Lua sentou ao lado de mel e disse:
-O morena ele pode estar falando a verdade eu não sei mas conversa com ele
-Pra que para ele mentir?
-Ele me pareceu bem real quando me contou o que aconteceu
-O que ele te falou? –Mel perguntou enxugando as lagrimas de seu rosto
-Ele disse que ela ,beijou ele e segurou a mão dele para ele não a empurrar ,e também que deu um chute na canela dela
-É verdade ela estava segurando a mão dele ,mas o chute eu não vi
-Viu morena ?-Lua sorriu e abraçou Mel
-Eu vou lá falar com ele
-Não agora vamos pra sala – lua pegou não de mel
Elas estavam parecendo crianças ,juntas ,amigas e infância mesmo se conhecendo tão pouco .
Lua narrando
Depois de um dia tristinho como esse com Mel e Chay que ainda não se resolveram ,e bom era chegar em casa tomar um banho e dormir ,é bom foi o que eu fiz.
Capitulo 5
Lua Narrando
Eu acordei bem cedo hoje ,tipo 06:45,tranquei a porta peguei minha roupa e fui pro banho ,demorei uns 15 minutos , sai sequei meu cabelo ,fiz uma maquiagem forte e podei meu uniforme da faculdade ,acho bobagem isso mas fazer o que né?
Desci tomei meu café , peguei meu carro e fui pra faculdade , sentei no banco na frente da faculdade ,quando recebi uma mensagem de Arthur
‘Lu , meu voo foi cancelado ,então o prossimo é só as 11:30 então eu estou indo pro seu colégio te ver’’
Fiquei muito feliz então ia responder a mensagem
-LUAAAAA!!! –uma voz veio de longe
-ARTHUR?
Então vi ele vindo em minha direção e sai correndo para dar um abraço nele
-Thur , -disse dando um abraço nele
-Lu , precisava te ver de novo sabia?
-Eu sei você não vive sem mi –disse risonha
-Idiota –ele disse dando um tapa de leve em minha cabeça
-Vamos entrar ?
-Ótima ideia tem cantina aqui?
-Sim vem comigo –disse pegando na mão dele
Quando chegamos avistei Mel com mais dois garotos quando me viu logo me chamou então lá fui eu com o Arthur
-Oi Melzinha
-Oi Lu
-Quem são mel?
-Chay meu namorado
-A bobalhão?
-Lu , minha filha , quem te disse isso? –perguntou Chay
-Tua namorada –disse apontando pra Mel
-A tá é assim
-Você é o bobalhão e o Mica é irritadão
-Nossa que pessoa inteligente ,ele as rimar gente –Mica disse todos começaram a rir
-Cala a boca Mica
-Bom você é o Micael? –perguntei
-Sim e você quem é?
-Lua
-Ah ,a garota que tocou suco na minha namorada –disse Micael me fuzilando com o olhar – Ela ficou o dia todo no meu ouvido
-Desculpa ,ele te incomodou muito?
-Não eu adorei –ele disse risonho
-é você cara qual seu nome ? Vai estudar aqui?
-Arthur ,bah nem sei mas esse mês não da ,mas talvez o próximo mês eu venha pra passar o dia todo com a minha namorada –ele disse me dando um selinho
-Que pena Arthur a gente podia dividir o quarto ia se divertir muito –disse Chay
-Como assim dividir o quarto? –perguntei mas já sabendo que aqui era semi internato só não quis contar para o thur por isso menti
-Você não sabia? Isso é uma faculdade de internato
-O que Mel?-menti mais uma vez
-Isso ,não te contaram?
-Não ,mas deixa pra lá -menti mais uma vez
-Bom tomara que sejamos colegas de quarto
-É mel ,quando vou ter que vir pra cá?
-Semana que bem
-A tá
Começamos a conversar sobre vários assuntos ,parecíamos amigos de infância , até quando Sophia chegou
-Oi coisa preta – disse Sophia
-Oi coisa rosa
Sophia sentou do lado do Mica , então resolvi pedir desculpas para ela :
-Sophia …. e-e-eu.. quero … te pedir… desculpas … aceita?
-Você tá me pedindo desculpas –Ela deu uma gargalhada
-Ai garota ,para com isso estou sendo educada
-Estou só brincado –Sophia veio até mim me abraçou –Claro que te desculpo
-Me solta ,me solta
-Não, vem aqui –disse me dando outro abraço – O coisa preta ,você não e a pior pessoa do mundo –ela gargalhou e me soltou
-ALELUIA SENHOR – gritei –O coisa rosa você também não é pior pessoa do mundo –disse abrindo um sorriso
-NÃO ACREDITO QUE LUA BLANCO MINHA NAMORADA DISSE ISSO PARA UMA PESSOA QUE NÃO É DA FAMILIA E NEM EU –ele gritou e todo mundo começou a olhar pra gente
-Cala a boca Arthur
-Vem cala –ele disse fazendo biquinho
-Com o Maior prazer –eu disse dando um selinho nele
-Ih gente isso e nojento sabia?
-O que selinho Chay? –perguntou Arthur
-Não vocês dois
-E nos dois ? –mel disse manhosa
-O minha morena nos dois não somos nojentos –ele disse dando vários Celinho nela
Eu soltei uma gargalhada irônica e disse:
-E ainda nos somos os nojentos
-Lua –mel me fuzilou com o olhar
-Não tá mais aqui quem falou
Continuamos conversando e tomando o café da manha menos eu é claro ,paresiamos mesmo amigos de infância , o sinal tocou e todos fomos pra salas e Arthur foi embora.
Narrador
Arthur estava indo embora quando uma morena , chegou perto dele e segurou seu braço e disse:
-é novo?
-sim apenas tenho 18 anos –o moreno disse irônico
-Novo aqui na faculdade?
-Não se eu for estudar aqui vai ser por causa da minha N-A-M-O-R-A-D-A –ele disse soletrando
-Eu não sou ciumenta
-Eu em
O moreno foi pro aero porto e pegou o Avião
Lua narrando
Depois de um monte de aula fomos almoçar ,ficamos 30 minutos lá de bobeira .rindo e conversando tinha me dado muito bem ,com aqueles bobos .O dia todo foi assim nas hora vagas riamos e conversamos as vezes eu ficava de vela ,mas eu me divertia ,ficava debochando dos casais.
Cheguei em casa de super bom humor minha mãe estranhou pois Arthur tinha viajado não era pra mim estar feliz então ela logo disse:
-Que humor é esse ?jurava que ia chegar de mal humor e triste pois Arthur voltou pro Canada
-Mãe ele não voltou a morar no Canada é só um mês ,a estou de om humor porque eu to fazendo amizade com umas pessoas da faculdade
-Essa é minha irmã ?- perguntou Marisol colocando a mão em minha testa
-É sim, e ela só esta mais feliz?
-Não só pelos amigos te conheço muito bem dona Lua Maria –disse Pedro
-A gente o Thur vai fazer faculdade junto comigo tão feliz agora?
-Sim –todos disseram menos minha mãe
-Não –minha mãe disse super irritada
-Por que mãe? Perguntei
-Eu não gosto do Arthur
-Mãe ele nunca quis me magoar
-Filha não é por isso
-É por que então ?
Ela ficou alguns minutos calda e depois me respondeu:
-Filha é que eu e a mãe deles éramos muito amigas ,só que ela se apaixonou por seu pai é …..então ….
-O que mãe?
-Ficamos brigadas não quero mais falar no nome Aguiar me da raiva
-Jura que era por isso?
-Ah filha
-Ah mãe me poupe não querer deixar eu namorar o Thur por isso
Então subi as escadas piscando forte ,e me deitei e adormeci .
Quando eu cheguei no colégio faltava mais ou menos 20 minutos para começar as aulas, procurei por Carol por mais ou menos 10 minutos, mas não a achei. Eu senti uma mão segurando o meu braço, quando eu olhei, era Rafael:
- Éeeee… O-oi – gaguejei.
- Está perdida? – ele perguntou sorrindo com o sorriso mais lindo do mundo, que só ele tinha.
- Não, só estava procurando por Carol.
- A sua amiga loira né? Eu ainda não a vi por aqui.
- Se você ver ela, diga que eu a estou procurando – eu estava quase indo embora, quando ele segurou o meu braço de novo.
- Espera, deixa eu te fazer companhia enquanto ela não chega? – ele sorriu mais uma vez, eu provavelmente corei.
- Não precisa, aposto que você tem companhias melhores do que eu.
- Companhias melhores do que você? – ele fez um barulho de deboche, igual o de Carol – eu não conheço nenhuma – agora eu tinha certeza que agora estava corada.
- Obrigado? – foi mais uma pergunta do que um agradecimento.
- Não estou mentindo, não tem porque agradecer – ele fez uma pausa – então… Vamos sentar? – assenti.
Nós sentamos em um banco que estava próximo a nós.
- Me conte um pouco sobre você…
- O que você quer saber?
- Hum… Você sempre morou por aqui?
- Não, me mudei nas férias.
Ele olhou nos meus olhos:
- Sabia que você tem olhos lindos? – eu sorri e baixei a cabeça.
- É… Já disseram…
- Eles realmente são.
- Obrigado – ele riu e olhou pra alguém distante.
- Olha sua amiga ali – eu me virei para olhar e Carol acenou para nós, eu fiz um gesto a chamando e ela veio até nós.
- Olá pombinhos – Carol falou, eu senti uma vontade de pular no pescoço dela para que ela retirasse aquilo que tinha dito, mas Rafael só sorriu.
- Oi Carol – eu disse.
- O que vocês estavam conversando? – ela perguntou.
- Sobre o quanto os olhos da Manu são lindos – ele olhou de novo para os meus olhos e sorriu.
- Só os olhos? – Carol perguntou, eu olhei pra ela um pouco… Assustada ou quem sabe envergonhada…
- Não, ela é linda – ele respondeu, olhou pra mim, abaixou a cabeça e sorriu, dessa vez ele ficou com vergonha.
Capitulo 2
Narrador
Lua acordou 9:30 ,tomou um banho trocou de roupa ,desceu tomou café e ficou vendo tv enquanto Pedro não acordava.
Lua estava deita no sofá vendo tv ,a campainha tocou ,Lua levantou e deu uma bela espreguiçada ,abriu a porta :
-Surpresa –disse Arthur abrindo a porta
-ARTHUR! –disse Lua dando um abraço nele – O que você faz aqui no Rio? – disse lua pegando na mão dele
-Eu vou morar aqui no Rio
-Que legal , quer entrar? –disse Lua soltado a mão dele
-Tá.- disse Arthur entrando –Tá sozinha ?
-Não to com o meu namorando
-Você esta namorando ,que legal – disse Arthur tentando mostrar felicidade ,mas com cara de decepção
-é ,bom tá com fome?
-Um pouco
-Senta e toma café
Então foram tomar café e ficaram conversando , trocando olhares e rindo do nada ,até Arthur olhou pra Lua deu um sorriso e disse:
-Eu senti sua falta
-Eu também senti muito sua falta
Ele começaram a se olhar e se aproximavam cada vez mais até que se beijaram ,quanto Lua e Arthur se beijavam Pedro ia descendo e parou na escada lagrimas saiam dos olhos dele ,ele gritou bem alto:
-LUAA!
Lua e Arthur olharam pra escada, Pedro saiu correndo e Lua foi atrás dela ,chegou lá em cima entrou com calma no quarto ,Pedro estava tocando suas roupas na mochila, lua sentou na cama e disse:
-Pedro eu posso explicar
-olha lua você é só minha e aquele mauricinho vai ver com quem ele se meteu
Pedro desceu correndo e foi embora ,lua chegou lá em baixo ficou olhado para Arthur e disse:
-Desculpa por ele
-Deixa pra lá ,vem me abraça –disse Arthur abrindo os braços
Lua abraçou ele e disse:
-Arthur aquele beijo foi só um beijo né?
Arthur soltou lua e disse:
-Eu não sei lu, o que você me diz?
Lua e Arthur sentaram no sofá e a loira disse:
-Arthur…olha a gente não se vê faz 3 ano, nos éramos apaixonados e agora você voltou e eu ainda não sei o que eu sinto, entende?
-Entendo lu , então vamos fazer um trato?
-Que trato?
-Bom temos um mês para nos aproximarmos ,sem faculdade e nem nada disso. Então se nos final do mês você ter certeza que gosta de mim a gente começa a namorar tá bom?
-Por mim tudo bem, quando começa esse trato?
-Amanhã
A tá, ainda bem –disse lua beijando Arthur
Depois do beijo eles ficaram conversando e vendo tv, era quase 12:00 e a empregada Dani veio e disse:
-Dona Lua , o que a senhora vai quere de almoço?
-A não precisa fazer comida ,pede uma pizza
-Então tá
Dani foi para a cozinha .
Lua e Arthur pareciam namorado se olhando rindo do nada ,dando beijo na Buchecha e vendo tv ,a pizza chegou ele comeram, e assim se passou o dia todo ,a noite tipo 19:00 horas Arthur foi embora e lua foi pro quarto, pegou seu violão e começou a tocar.
Sua mãe bateu na porta e foi abrindo de vagar e disse:
-Filha posso entrar?
-Claro mãe –disse lua largando o violão
Dona Maria entrou sentou do lado da Lua e disse:
-Fiquei sabendo que você recebeu uma visita
-É o Arthur voltou –disse Lua soltando um sorriso Lindo
-E você fala assim sorrindo ,aquele..
-Mãe nem termina esta frase
-Filha eu só quero o seu bem
-Eu sei ,bom eu tenho que te contar uma coisa que você não vai gostar
-Você beijou o Arthur não foi?
-Sim ,mas o Pedro viu e falou que eu seria só sua e que aquele mauricinho ia ver com quem ele se meteu
-Jura que ele falou isso?
-Sim
-Filha vem cá me da um abraço –disse Maria abraçando Lua
-bom mãe já sei qual faculdade vou fazer
Dona Maria largou lua abriu um sorriso e disse:
-Jura filha ,qual?
-Eu não servi pra ser medica ,então vou fazer direito
-Ótimo filha agora vamos descer e comer
-Tá
Lua desceu ,jantou ficou no sofá vedo tv com seus irmãos ,e depois subiu tomou um banho e foi dormir.
- Sarah, Sarah querida! – A menina acordou com alguém batendo na porta. Levantou-se sonolenta e foi ver quem era.
- Oi mãe… – Disse assim que abriu a porta e viu a mãe.
- Querida, esqueceu que hoje você tem aula?
- Não. Mas, que horas são?
- Seis horas, querida. Eu te conheço e sei que vai demorar mais de uma hora para se arrumar, e a escola fica a meia hora daqui!
- Tá bem, mãe. Vou me arrumar. – Disse ainda esfregando os olhos, que estavam ligeiramente embaçados.
Aquilo tudo estava sendo meio novo. Ela não tinha caído na real ainda sobre o que tinha acontecido nos últimos dias. Talvez a escola a ajudasse a perceber que aquilo era realidade. E aquela agora era sua vida. E ela gostava da idéia. Ao abrir o armário, inúmeras perguntas inundaram sua mente. Perguntas como: que roupa deve vestir ou o que será que as pessoas daqui usam para ir à escola? Ao pensar cuidadosamente e tirar cada roupa do armário, ela decidiu que usaria o típico jeans e uma camiseta comum, mas com mangas “fofas”. Até que estava arrumadinha. Afinal, era o seu primeiro dia, e ela não queria fazer feio. Tudo bem que começar a ir à escola em plena sexta-feira não é o melhor dos começos. Mas ela não queria perder nem mais um dia sequer. Não via a hora de fazer novos amigos, conhecer a escola e todas as outras coisas que ainda a esperavam. Seria uma aventura e tanto!
Assim que ficou pronta procurou pela mãe e pelo irmão. Quando encontrou que ele observou bem que o irmão vestia uma calça jeans preta, com uma camiseta azul. Típico dele.
- Vamos querida? – Perguntou a mãe saindo apressada do quarto.
- Vamos! – Falou com um pouco de empolgação e medo.
O carro era novo, e era até bem bonito. Era típico do local. Muitas pessoas por lá tinham carros só nesse estilo. A mãe comentou que era bem gostoso de dirigi-lo. Era automático. Que chique! - pensou.
- Chegamos meninos! – Exclamou a mãe. – Boa sorte na escola, e não se esqueçam de orar antes de entrar! Amo vocês – deu um beijo na bochecha de cada um.
- Tá bom, mãe! Chega, olha o mico no primeiro dia de aula! – Reclamou o irmão.
- Vamos logo, Caio! – Apressou-o a menina.
O portão da escola parecia bem menor de longe. Ele era enorme, e havia pessoas entrando por todos os lados. A maioria falava árabe, mas Sarah conseguia ouvir algumas conversas que se passavam em inglês. Ainda bem que ela havia feito curso por alguns anos!
- Olá, você pode me informar onde fica minha sala? – Perguntou ao entrar na secretaria.
- Qual o seu nome, por favor? – Respondeu a atendente, que parecia simpática.
- Sarah Vasconcelos e Caio Vasconcelos.
- Ah sim, aqui está o nome de vocês. Sarah Vasconcelos está no segundo ano, turma “B” e Caio Vasconcelos na sexta série do ensino fundamental, turma “D”.
- Obrigada! – Exclamou ela saindo.
- Sejam bem vindos! – Disse a moça de volta.
Sarah passou por alguns corredores e então viu uma placa onde havia escrito sua turma. Agora que ela já havia visto onde estava, ia ajudar seu irmão a encontrar a dele. Passaram por alguns corredores, subiram a escada e finalmente encontraram. Ela pôde perceber, a sala de seu irmão estava cheia de garotos falando árabe, e alguns falando inglês. Ela observou bem a expressão do irmão, e viu que ele parecia com uma espécie de mistura entre o desespero e a revolta. E um pouco de felicidade, vale ressaltar.
- Não se preocupe, irmão. Vai dar tudo certo, só não se esqueça de orar antes de entrar. – Disse tranqüilizando-o.
Foi quando Sarah voltou pra sua sala. Ela não era grande, e era bem arrumada. Nem parecia que as pessoas que estavam lá eram alunos, de tão disciplinados. Bem diferente de sua antiga escola. E as pessoas não estavam usando burcas! Bem, tinha uma ou duas meninas que sim, mas em sua maioria não. Esse era o diferencial de uma escola “americana” em um país como a Jordânia. Ela verificou os lugares vagos e arrumou onde sentar-se. Ao seu lado havia uma menina, que parecia meio arrogante, e só pensou isso pelo seu modo de olhar para as pessoas que entravam na sala, e do outro lado uma menina que era coreana ou japonesa, aparentemente. Então ela sentou-se, arrumou a mochila atrás da carteira e tentou puxar assunto.
- Oi, meu nome é Sarah. Sou nova aqui. Você fala inglês? – Perguntou.
- Olá, meu nome é Keiko. Sim eu falo! Acho que aqui todos falam. Também entrei na escola há pouco tempo, então ainda não sei muita coisa sobre ela, e no pouco tempo que estive aqui não consegui fazer muitos amigos.
- Você é daqui mesmo?
- Ah não! Eu sou do Japão. Meu pai foi transferido pra cá há pouco tempo. E até que estou gostando lugar… E você, é da onde?
- Eu sou brasileira. – Disse dando um sorriso amigável.
- Eu já fui ao Brasil! Tenho inclusive um tio que mora lá. Quando ele vem me visitar, eu sempre peço pra que ele me ensine um pouco de português. Acho a língua muito interessante, e tenho vontade de aprender mais profundamente.
- Verdade? Poxa, que legal! Eu posso tentar te ensinar algumas coisas também, quem sabe em algum tempo não podemos conversar em português?
- Ia ser muito legal! É bom quando as pessoas não entendem o que dizemos, não acha?
- É verdade…
Sarah sentiu que conhecia Keiko há muito tempo. Assim como ela se sentia com Peter. Começou a achar que aquele era o sentimento de amizade verdadeira que nunca sentira antes. Seus amigos nunca foram o maior exemplo de amizade verdadeira. Agora ela entedia o que era isso, do que sempre lia nos livros, mas que nunca tinha experimentado.
Próximo capítulo »
Lua namora Arthur há anos, na verdade eles se conheciam desde pequenos e já sabiam que ficariam juntos, e estava sendo assim. Mas ela fazia medicina e sabia que em uma cidade pequena ela teria menos chances de conseguir um trabalho digno e grandioso. Até que ela recebe a incrível oportunidade de se mudar para capital, mas ele não queria. Seria possível um namoro a distância? Ela seria feliz sem ele? E se ficasse, seria feliz? Num golpe do destino talvez nem tudo que eles quisessem pudesse acontecer.
VICTÓRIA NARRANDO
“O QUE ELE TÁ FAZENDO AQUI NO RIO? MEU DEUS, OMG. SENHOR JESUS!” - Pensei quase que alto
Depois que falei com o Bie…Gabriel, fui caminhando lentamente para o salão sem acreditar ainda no que tinha acontecido. Parecia um sonho ele está aqui, e ao mesmo tempo, um pesadelo por ele está com aquela bitch. Cheguei no salão e minha mãe já estava lá com a Bea.
- Por que demorou, Victória? - Perguntou minha mãe com ar de preocupada
- Nada mãe, vim andando devagar - Sorri e logo puxei a Bea para um canto
- Que foi menina? - Disse a Bea espantada pelo puxão
- O… O Gabri… - Falei gaguejando
- Fala pessoa! - Ela gritou
- Xiu… O Gabriel… Ele tá aqui, cu - Disse sorrindo, mas ao lembrar da Letícia fechei a cara
- AHHHH! E por que você tá com essa cara? - Ela perguntou confusa
- A namorada dele, aquela.. Veio junto.
- Eca - Ela disse e logo fizemos cara de nojo - Eca! - Eu disse e ri
Voltamos para perto da minha mãe e eu logo entrei pra uma sala “particular”. Fiquei o dia inteiro sendo massageada, comendo um mooonte de besteira, fazendo unha, cabelo e afins. Tava adorando aquilo tudo!
Quando deu a hora, tomei um banho lá mesmo e me ajudaram a por o vestido. Arrumaram meu cabelo, me maquiaram e quando me olhei… Puf! Estava perfeita como um passe de mágica
- Uaaaau, o que fizeram comigo? - Disse rindo e com os olhos brilhando
O pessoal do salão só riu, e eu logo entrei no carro do meu pai para ir pro salão.
Cheguei e já estava bastante gente lá, entrei com minha sobrinha emprestada. Ela estava uma princesinha, muito cute! Fizeram-me homenagens e eu caí no choro. A Fefa foi a primeira a me homenagear, chorei igual uma vak lok por cada palavra que saía da boca da Fe.
GABRIEL NARRANDO
Tomei uma banho e me arrumei ainda com o pensamento longe… Com o pensamento na Vic. Assim que acabei, peguei uma chave extra do quarto, o individual e meu celular. Olhei a Carolina sentada na cama olhando pra tv. Fui até ela e sentei ao lado
- Carol… Vamos comigo - Disse ao segurar a mão dela
- Não vou Gabriel, tchau. Se divirta bastante - Ela soltou minha mão e colocou novamente na coxa
- Tem certeza?
- Tenho - Ela disse por assunto encerrado.
- Tudo bem então - Dei um beijo no ombro dela e saí.
Fui perguntando à um e a outro onde era aquela rua, onde ficava aquele salão até que cheguei. Dei o individual mas como meu nome não estava na lista, tiveram que chamar a Vic.
-
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Continuação Lua narrando
A festa estava acabando, e por incrível que pareça, eu estava morta de tanto dançar, e decidi subir… Deixei o pessoal lá, e iria arrumar as coisas amanhã com a Mel e com a Pilar. Dei tchau pro Mica e subi com a Mel. Pegamos o elevador, e finalmente ela acordou:
- Onde eu to? Lua? Hãn?
- Ae, até que enfim, Melanie! Ficou mais de 1 hora dormindo!
- Sério? - fez cara de confusa
- Muito sério! Você nem reparou no Chay né?
- CHAY? QUE? COMO ASSIM? ELE TÁ AQUI?
- Não sei, mas ele veio com mais dois amigos, Micael e… Arthur.
- Hmmmmmm. Arthur é! - riu
- Que? Tá maluca?
- Seus olhos brilharam, que lindo!
- Ih, sai Mel. Vamos, to com sono.
Saimos do elevador e fui tomar um banho. Achei que a Mel estava falado sozinha, mas deixei pra lá, afinal, ela já tinha passado da conta das bebidas…
Arthur narrando
Lua e Mel chegaram na casa, que claro, é delas. Lua nem me viu, foi direto pro quarto tomar banho. E a Mel sento no sofá, e cochilou. Eu estava na cozinha e escutei uns barulhos, fui até a sala e lá estava ela, decidi acorda-lá:
- Mel… Mel… Melanie!
- An? Que foi? Como você sabe meu nome?
- Cara, eu sou o Arthur, amigo do Chay, que veio morar aqui no prédio com ele!
- AAA, Arthur… não, não lembro, mas a Lua falou de você.
- Sério? Ela falou o que de mim?
- Bom…
- Ia contar uma bela de uma mentira, né dona Melanie? - interrompeu Lua, que tinha acabado de sair do banho, com um roupão e um pente na mão.
- Não, Lua, que isso amiga… - Mel sorriu
- Oi Lua! - falei com ela
- Oi. - Lua sentou no sofá - O que tá fazendo aqui?
- O Chay falou que eu ia dormir aqui com ele, e me deu a chave, tudo bem?
- Ah… o Chay… vai se ver comigo!
- Tudo bem, se não me quer aqui, eu saio! - disse me levantando
- Não, tudo bem, fica! - Lua me puxou pelo dedo
- Hm, então quer que eu fique! - me abaixei do lado dela
- Bom…
- É ISSO MESMO! - gritou Mel
- Mel, na boa, para de gritar, já passou da meia noite!
- To indo tomar banho - disse Mel, saiu andando e piscou pra mim, como quem diz “toda sua” (Lua)
Lua se levantou, e Arthur puxou a mão dela:
- Você não quer ser minha amiga?
- Meus amigos são Chay, Micael, Pilar e Mel.
- Mas o Micael você conheceu hoje…
- Tá, podemos ser amigos… Amigos!
- Acho que você não vai querer, ser só isso.
- Ah tá bom, prove! - Lua gargalhou. Tirei o pente da mão dela, e a puxei pra perto de mim. Alisei seu rosto, e peguei na cintura dela. - Menino, me larga! Me solta! - A soltei e ela correu pro quarto, e no meio do caminho, a toalha dela caiu.
- Que isso, tá me provocando? - Ela se virou, e sem reação correu.
Puta que pariu, não acredito! Eu não vi essa cena! Em 1 dia, imagina 1 ano? Comecei a rir sozinho, e adormerci na cama só de bermuda.
Estava andando numa floresta, tropeçava muitas vezes, lá de longe via Henrique. Quanto mais eu chegava perto, mas ele se distanciava. Ele estava parado, mas mesmo assim, não conseguia alcança-lo. Eu corria e nunca chegava perto dele. Até que um vento começou me arrastar pra trás, eu tentava correr pra frente, mas tudo me envolvia pra trás, e eu gritava “Henrique, Henrique”.
E acordei, de supetão. Chamando-o pelo Henrique. Mamãe entrou no quarto. Eu suspirei, e vi que era somente mais uns dos pesadelos. As vezes não queria dormir para não ter que enfrentar isso. Mas ficar acordada, requer lembranças, e não era uma boa ideia.
- Filha, você está bem? - disse mamãe, com calma, sentando na beirada da cama e passando suas mãos no meu cabelo.
Assenti com a cabeça, e ela continuou.
- Pensei que os pesadelos estavam diminuindo, mas, vi que me enganei novamente. Aquele seu amigo, que você anda saindo, deve gostar de você, deveria andar mais com ele. As vezes a gente tem que amar o que é bom pra gente também.
Eu não respondi, não sabia o que ela queria levar com essa conversa. Ela me olhou, e sorriu, e observei que em seus braços, tinham manchas roxas, novamente.
Depois de segundos me avaliando, ela saiu do quarto, me deixando sozinha, e acabei dormindo novamente, e acordando sem pesadelos.
[…]
- Oi, quer sair comigo hoje mais a noite? - perguntou Gustavo.
Estávamos no intervalo da faculdade. Ele tinha muitos amigos, mas preferia ficar na minha companhia, me perguntava se ele tinha alguma coisa na cabeça, o que ele via em mim, realmente?
- Ir aonde? - perguntei, tentando forçar animação.
- Segredo. Você não confia em mim?
- Confio, é que…
- Prometo que não é nada de algo barulhento e tampouco com músicas românticas. É algo… relaxante. E é isso que você precisa.
- Relaxante?
- É. E aí, Verônica, topa?
- Topo - sorri - vou confiar em você ein.
Ele riu.
- Ótimo.
Em casa, não sabia que roupas colocar. Ele disse que era algo relaxante. Não fazia ideia pra onde ele me levaria. Então resolvi colocar minha saia caqui que me batia a cima do joelho e minha blusa azul. Deixei meus cabelos soltos.
Ele estava me levando para um lugar que não reconheci a rua. Eu confiava nele. Então esperei até chegar lá, sem fazer perguntas.
Ele parou o carro, e disse:
- Feche os olhos.
- Ah, qual é?
- Feche os olhos.
Eu fechei, sorrindo.
- Não espie.
Ele me ajudou a me tirar do carro. Segurando minhas mãos. Eu ainda estava com meus olhos fechados, até ele me mandar abri-lo.
Eu abri e vi aonde estávamos. Em uma praia. Estava deserta. Me senti aliviada. É, ele estava mais que certo. Aqui era relaxante.
- E aí, gostou da surpresa?
- Claro - disse, maravilhada.
Sentei-me na areia, perto do mar. E indiquei com a cabeça para ele sentar ao meu lado. Ele sentou, me observando. Eu só olhava pra vista, maravilhada e totalmente tranquila.
- Eu gosto muito de praia. Gosto quando não tem ninguém. A gente se sente, tão leve.
- Então, acertei quando pensei em te levar pra cá. - disse Gustavo.
- Obrigada - eu disse, olhando pra ele - você me faz muito… bem.
Sorri, e ele sorriu comigo.
Ele se inclinou para mim, passando suas mãos no meu rosto, acariciando. Ele se ajeitou mais perto, passando seus braços nas minhas costas, e eu somente deixei. Meu coração batia forte.
Depois, ele me ergueu, fazendo eu gritar e rir ao mesmo tempo. Me levou pro mar. E ele fingia que ia me jogar, e eu gritava “não, não” e ao mesmo tempo ria. Ele me colocou no chão, rindo comigo e depois joguei ele no mar, e ele me puxou junto. Ficamos meia hora brincando no mar, rindo e se divertindo, como jamais fiquei.
Deitamos na areia, encharcados. Ainda rindo.
- Você é muito idiota - disse, rindo a toa.
Ele riu também. Ele levantou e eu também. Ficamos sentados, abraçados um no outro, estava um vento frio.
Nossos rostos estava muito perto. Eu o olhava e ele me olhava. Até que ele inclinou seu rosto no meu, e nossos lábios se encontraram. Nos beijamos. Agora com calma. E suavemente.
- Posso me sentar? – perguntou ele, depois da nossa incrível troca de olhares.
- O hall é do hotel todo. Todo hóspede tem o direito de se sentar aqui. – respondi, grosseiramente.
Ele riu e se sentou ao meu lado. Mas muito perto mesmo. As nossas coxas se encostavam. Eu estava de vestido e ele de calsa jeans preta. Dei uma arrumada no vestido, para as minhas coxas aparecerem menos, e cruzei as pernas para o outro lado.
- Eu gosto desse seu jeito de quem não está se importando. Meio grosso às vezes, tem cara de ser difícil. – ele falou e riu ao mesmo tempo, enquanto se aproximava mais ainda do meu corpo.
Eu só olhava para ele, mostrando indiferença, como quem não quer nada. Ao perceber que ele se aproximava, cheguei mais para o outro canto, até me encostar no braço do sofá. Agora eu não tinha mais para onde fugir. Ele continuou:
- Mas eu encaro isso como um desafio…
Eu dei gargalhadas. Pensei comigo: “Como assim? Ele acha que vai ficar comigo? Tá, vai nessa, colega. Vai fundo, que um dia… VOCÊ NÃO CONSEGUE”. Respirei fundo e parei de rir.
- O que foi?
- Nada, só estou rindo de você me encarar como um desafio. Mas uma coisa você pode saber: esse desafio você não vai conseguir vencer…
- Será? Não tenha tanta certeza. – Lucas disse confiante.
- Eu não me entrego a alguém tão fácil assim. Além do mais, é muito difícil eu me apaixonar.
- Foram quantos?
- Quantos o que? – perguntei.
- Com quantos meninos você já ficou?
- Nenhum. E me orgulho disso. – disse com certeza de que estava fazendo o certo contando a verdade.
- Como assim? Não pode uma coisa dessas! Você? Aposto que já tiveram muitos caras te querendo.
- Prefiro me reservar pra quem me merece de verdade. Vamos mudar de assunto? De que cidade você é?
- São Paulo, e você?
- Não acredito que somos da mesma cidade! – disse perplexa – A Amanda também mora lá.
- Claro, ela é a melhor amiga da Fernanda. Ela estuda na mesma escola que eu e meus irmãos, ela veio pra cá com a gente, com a minha família.
- Ah, eu não sabia disso. Quantos anos você tem?
- Tenho 15 e você?
- 14 aninhos.
Ele parou um pouco olhou para o vidro que tinha a vista para a rua, se voltou para mim, olhou nos meus olhos, abriu um sorriso no rosto, chegou no meu ouvido e falou bem baixinho:
- Você é muito linda! Os seus olhos mexeram comigo, sua boca me hipnotiza, seu sorriso é o sorriso de menina mais lindo que eu já vi. Tudo em você é perfeito!
Nessa hora eu fiquei com muita vergonha, meu rosto ficou totalmente rosado e eu sentia minhas bochechas pegando fogo de tão vermelhas que estavam. Senti uma das mãos dele tocarem a minha. Ele fez carinhos nela, passou o seu polegar em meus dedos e eu senti a sua outra mão se aproximar da minha perna. Impedi que ele a tocasse.
- Cara, o que você está achando que está fazendo? Queria ser sedutor? Ok, comigo não funcionou. – tentei resistir, mas na verdade aqueles sussurros tinha me arrepiado, aqueles carinhos tinham me feito ficar nervosa e aquele seu hálito hortelã tinham mexido com a minha cabeça.
Ele soltou minha mão e se desculpou.
- Desculpa, isso é coisa de homem mesmo. É meio que intuição. É que eu acho que você está mexendo de verdade comigo. Mas você resiste muito! Não importa, vou continuar encarando meu desafio. – quando ele terminou de falar, deu risadinhas.
- Vou voltar para a festa, cansei de ficar aqui. – eu falei.
Me levantei e ele veio atrás. Voltamos para o salão. A música era escutada desde a recepção. A festa estava começando a ficar boa.
Eu estava confusa depois do que aconteceu entre eu e Jake.
Papai ainda me olhava ancioso em procura da resposta que sairia dos meus lábios. Jake retorceu os dedos no tecido do sofá, esperando que eu dissesse que não iria.
- Ótimo, pai. Mal posso esperar pra recomeçar tudo em Ohio. - eu disse me levantando, depois de pegar a pedra verde da mão do meu melhor amigo.
- Tudo bem, eu sugiro que comece a fazer suas malas, a passagem é pra amanhã a tarde.
- AMANHÃ? - gritou Jake levantando-se do sofá automaticamente. Ele olhou pro meu pai e se virou rapidamente para mim.
- É, eu acho melhor você ir pra casa, sabe. Eu tenho que arrumar algumas coisas lá em cima, não terei tempo pra ficar fazendo sala.
- Ele pode te ajudar Casey. É Jake, ele é seu mehor amigo. - disse meu pai tranquilamente, deixando o envelope na mesa da sala.
- É eu fico pra ajudar. - Disse Jake sorrindo sobriamente se dirigindo a escada.
Meu pai saiu. Jake ficou parado na escada olhando eu regar os vasos de tulipas da sala. Eu estava receiosa de te-lo por perto agora. Mas eu precisava disso mais do que nunca, afinal, meus minutos naquela casa estavam contados.
- Eu não quero que me beije de novo. - falei sem olhar pra sua reação.
- Tudo bem… - disse Jake, suavemente. Mais suave do que eu esperava. Virei-eme para olha-lo.
- Eu sabia que as coisas ficariam estranhas depois daquilo. Mas, tenho sorte, afinal, você vai embora amanhã e não vou precisar mais te ver ficar com vergonha não é. - Ele riu. Eu me aproximei dele, deixando o regador na mesa. Ele se entrou no primeiro degrau. Minha cabeça girava.
- Hey. Eu…eu não quero que penses que eu estou de mal com você, ok? Você, ainda é meu amigo e eu vou sentir sua falta. Só quero que…
- As coisas sejam como eram antes. - Ele completou minha frase.
Subimos para o meu quarto e passamos um bom tempo juntos, cantado, lendo antigas revistas de Historias em Quadrinhos, empacotando coisas…Fazia tempos que eu não dava risadas assim. E por instantes, me esqueci do real motivo de eu ir embora. Ja estava tarde…o pacote amarelo em cima da comoda me lembrou que daqui umas horas eu não estaria mais ali.
- O que foi? - disse Jake percebendo minha distração.
- Ah, nada. Foi dificil tomar essa decisão pra mim.
Nos entreolhamos aflitos por um segundo. Ele se aproximou da janela colocando a mão no vidro olhando vagamente para a rua.
- Eu não vou me esquecer daquela Casey que eu ensinei a andar de skate há alguns anos trás. Você vai partir mas as coisas não vão mudar. Eu vou lá em Ohio ver você. E você poderá passar as férias de verão aqui.
Jake me pareceu um pouco otimista demais, mas sua voz rouca falhando por tras do sorriso fraco não me enganou de sua tristeza. Me aproximei arquejando para tentar colocar algum animo em suas palavras.
- Isso! Você poderia ir passar o inverno comigo e mamãe, para nós patinarmos no gelo. Soube que em Ohio tem otimas pistas e..
Um barulho no ultimo andar me chamou atenção. A campanhia tocara duas vezes com pressa. Descemos para ver o que era. Abri a porta, e havia um pacote preto na porta.
- OLÁ? - gritou Jake olhando para os dois lados da porta procurando o remetente do pacote.
- É para mim? - perguntei olhando para meu nome escrito em prata na pequena caixa em minhas mãos.
- Vamos, abra Case! Pode ser um presente de despedida de alguém.
Levei o pacote para a sala e sente-me com pressa rasgando a folha que encobria a caixa. Meu coração palpitou rapidamente, com um baque e parecia ter parado por um milésimo de segundo quando meus olhos entraram em contato com o conteúdo do pacote. Uma lágrima caiu e Jake colocou a mão fria em meu ombro se chocando com o que viu dentro da caixa.
Ultimamente eu não consigo ter pensamentos positivos. Eu acho que vou ter que ir em algum psicólogo, isso já tá sério demais velho. Eu e o Matheus ficamos conversando enquanto minha mãe conversa com meu irmão.
Matheus: Vai ficar tudo bem.
Luiza: Eu espero! - dou um sorriso de lado -
Matheus: Nada de pensamentos negativos. Deus vai iluminar eles, eu tenho certeza, pequena.
Luiza: Tudo bem que eu to quase nem aí pro meu pai, mas cara, meu pai é meu pai velho. Eu me importo de verdade com ele.
Matheus: Eu sei, mas não se preocupa, eles vão fazer de tudo pra ocorrer tudo certo. - ele me abraça -
Eu acho muito fofo da parte dele, ter tirado do tempo dele, pra ficar aqui comigo, em um dos piores momentos da minha vida. E eu simplesmente me esqueci de ligar pro Inacio. Eu não vou ligar agora, e fazer ele praticamente enlouquecer, vou ligar depois que estiver tudo bem.
Fiquei muito mas muito preocupada até minha mãe chegar com a notícia do Lucas. Até que enfim ela chega e pa.
Mãe: Minha filha, o Lucas..
Luiza: Fala mãe - eu suspiro -
Mãe: Ele vai ter que usar cadeira de rodas por uma semana, até a perna melhorar.
Luiza: Ata ok, isso tudo bem. Mas eaí, ele vai sair quando desse hospital? E o pai?
Mãe: Não, ele sai assim que terminar a cirugia, ele tá fazendo e vai ver no que vai dar. E o pai eu vou conversar com os médicos.
Luiza: Ai ok, tá vai lá. Eu vou te esperar, mas não demora.
Matheus: Então assim que der ele vai sair do hospital? Mas com cadeira de rodas?
Mãe: Sim. Espero que sim. Agora vou lá ver o pai da Lu.
Matheus: Ok, vai lá.
Eu e o Matheus ficamos conversando sobre o assunto do meu irmão sair com cadeira de rodas. Não vai ser muito fácil lidar com isso, além da gente não tá acostumado, muita gente vai debochar dele, provavelmente né. Mas espero que pelo menos, ele saia vivo daqui.
O Inacio me liga.
Luiza: Fala, bebe.
Inacio: Onde tu ta? Não te achei na casa do Matheus e nem na tua casa.
Luiza: Eu to no hospital, mas relaxa velho. Meu pai e meu irmão sofreram um acidente..
Inacio: E aí, eles tão bem pequena? Tão bem? O que aconteceu?
Luiza: Relaxa, o pior aconteceu com o pai. Mas o Lucas, vai sair com cadeira de rodas, mas o resto tranquilo. O pai que ta meio mal, os batimentos cardíacos dele, estão cada vez mais fraco. Mas não sei no que vai dar, espero que de tudo certo! Torce por mim aí ta?
Inacio: Claro, com certeza. Ah pelo menos o Lucas que mais convive contigo, vai ficar bem. Quanto tempo ele vai ficar com essa cadeira de rodas? E o teu pai, o que ta acontecendo com ela?
Luiza: Ah tipo, ele vai ficar uma semana ou mais, conforme melhorar a perna dele e o braço, mas o braço depois ele fica com gesso, pelo menos eu espero. E o pai eu não sei, a mãe tá vendo lá. Daqui a pouco ela tá aqui e te ligo. Mas não se preocupa vai dar tudo certo.
Inacio: Ok, tu quer que eu vá aí?
Luiza: Não precisa meu pequeno. Mas se precisar sei quem chamar. Eu to com o Matheus aqui, ele veio comigo.
Inacio: Ah, então tá bom, mais tarde te ligo. Eu te amo.
Luiza: Falou, te amo.
Eu desligo. Graças a Deus minha mãe chega.
Mãe: O teu pai vai ficar umas duas semanas no hospital ainda, porque ele tava sem o cinto, e se machucou ainda mais que o Lucas, então a gente vai visitar ele com mais frequência.
Luiza: Ah eu não acredito. - derramo uma lágrima, e o Matheus e a mãe vem me abraçar -
Eu espero me conformar com isso que tá acontecendo… Eu lembro de ligar pro Inacio, porque né.
Luiza: Inacio, o pai vai ficar umas duas semanas aqui ainda… E a gente vai visitar ele com mais frequência, mas eu acho que vai dar tudo certo, quer dizer, pelo menos espero. Agora vou ir pra casa.
Inacio: Ok meu nene, fica bem. Eu to aqui pra tudo, ok?
Luiza: Ok meu amor, te amo.
Eu desligo. E me chamam pra ir pra casa.
-Capitulo 10
Carly estava muito confusa, não sabia se devia acreditar no que Mariana havia dito. Então Fred voltou e a abraçou:
Fred: - O que foi ? Você ta tão estranha! Aconteceu alguma coisa?
Carly: - Não, não aconteceu nada.
Fred: - Então ta.
Carly não estava nada bem, estava tão insegura com aquilo tudo, Fred era o amor da sua vida, mas o que adianta está com ele se ele estiver mentindo ?
Carly não conseguia parar de pensa no que Mariana disse, não prestou atenção nas aulas, foi para casa calada. Ao chegar em casa, Jhes ligou para ela :
Jhes:- Amiga, iai como foi na escola ?
Carly: - Eu to namorando com o Fred.
Jhes: - Serio ?
Carly: - Serio.
Jhes: - Você não me parecer está muito feliz com isso.
Carly: - To muito insegura, aquela ex dele a Mariana, veio falar comigo, disse que ele tava me usando pra fazer ciumes nela.
Jhes: - Ai que vadia, não liga pra o que ela disse amiga, ela ta com dor de cotovelo!
Carly: - Será que o que ela disse, não é realmente verdade ?
Jhes: - Para com isso ! É claro que não é verdade.
Carly: - Espero que você esteja certa!
Jhes: - E eu estou !
Carly: - Vou desligar agora, tenho que fazer os deveres, que não ando fazendo, tão tudo atrasado!
Jhes: - Vai mesmo, você sempre foi estudiosa, não to te reconhecendo dona Carly.
Carly: - Ai para, você ta falando que nem a minha mãe.
Jhes: - Não exagera né ! Thau, ate amanhã
Carly: - Ate!
Carly tentou estudar, fazer os deveres, mas Fred não saia da sua cabeça, ela só pensava nele.
Continua no capitulo 11

Depois daquele dia, fiquei uma semana sem ir para a escola, sem entrar no msn, sem falar com ninguém, apesar de eu não ser popular, me mandaram muitas mensagens perguntando aonde eu estava, e eu simplesmente não respondia, iam na minha casa, não atendia.
- Você esta vingativa Mel, pare com essa sua obsessão. - Minha mãe me disse.
- Mãe, você acha que é fácil, em todas as escolas que eu estudei, sempre fui humilhada, pelo meu modo de vestir, de andar, agora cansei, agora vou provar para todos, que sou mais bonita do que eles pensavam.
- Você não precisa provar nada para ninguém, assim os meninos só vão olhar pro seu corpo, não para o seu interior, você está sendo infantil filha, se você quer que as pessoas te respeitem, respeite você primeiro. - Saiu andando.
Nem parei para refletir, só sei que eu iria provar para todos e principalmente para o Pedro, que ele não tinha que ter vergonha de mim…
Era segunda-feira, sabia que ia arrasar, decidi ir pra escola, liguei pro Guilherme.
- Amor, vem aqui em casa, vamos para a escola, te explico direitinho o motivo do meu sumiço. - Disse.
Fui arrumando o meu cabelo enquanto ele não chegava, então ele chegou, corri abri a porta, e mostrei como estava.
- Gostou? - Perguntei toda alegre.
Ficou um tempo analisando…
- Amei amor, você está mais linda do que nunca, você é minha princesa, perfeita.
Abri um sorriso, e pedi para irmos para a escola, peguei na mão do Gui, eu senti que ele se sentiu super feliz por minha aproximação por ele, e mesmo eu não gostando dele, achei ótimo ele se sentir feliz ao meu lado. Chegando no colégio, os meninos já me olharam de longe.
- Melissa, é você? - Perguntavam.
- Sim, sou eu, por que a surpresa? - Respondia.
- Nossa, você está linda…
Me elogiavam de todas as maneiras, e eu via, o Gui todo orgulhoso. Foi a hora que eu me senti mais satisfeita, vi as “abelhas” do colégio, passei reto, nem sequer olhei, e depois vi o Pedro, ele me olhou da cabeça aos pés.
- Mel? - Perguntou.
Nem respondi, olhei pro outro lado, mais quando fui ver se ele ainda estava olhando, ele havia sumido, de repente meu sorriso se foi, fechei a cara, dei um selinho no Guilherme, e fui para a sala.
- Amiga, como você está bonita. - Falou a Tati.
- Sim amor, e quando voltarmos eu vou fazer você ficar uma princesa. - Sorri.
A aula passou bem rápido, na metade da segunda aula, pedi para a professora deixar eu ir no banheiro, ela deixou, e eu fui… andei pelo colégio inteiro, estava triste, mais decidi voltar para a sala, e no caminho vi Pedro chorando e corri para perguntar o que era…
- O que foi Pedro, o que aconteceu? - Desesperada.
Não respondeu nada…
- O que foi porra? - Estava ficando brava já.
- Foi você… - Me respondeu.
Fiquei sem saber o que falar, e então ele completou:
- Você está fazendo tudo isso para provar que você é melhor que as outras? Só por que eu disse aquilo aquele dia, você passou uma semana longe de todos, para isso? Do que adianta, você ser linda e gostosa sendo que eu não me apaixonei por você assim?! Eu me apaixonei por você do jeito que você era antes, sendo feia ou bonita, estudiosa ou popular, simplesmente foi as suas diferenças que poderia me fazer feliz…
- Poderia? …
- Poderia, não pode mais, por que agora eu sei que você é tão ridícula quanto as outras, pensei que você era diferente, mais que pena que só pensei… - Saiu andando, e me deixou lá.
Voltei para a sala, estava pasma, não prestei atenção em mais nada, fui para o intervalo e não parava de olhar Pedro, e nenhuma vez ele olhou para mim, não sabia o que fazer, acho que ele e minha mãe estavam certos, fui hipócrita, me deixei rebaixar tanto daquele jeito… Voltei para casa, falei com a Tati, sobre tudo o que eu havia feito para ficar mais bela, contei tudo sobre o que aconteceu na tal “brincadeira” do colégio, e ela me falou:
- Desculpa flor, só que você pegou pesado agora, você esta linda, mais não precisa disso, você sempre foi linda, não precisava de mais nada, o que eu posso falar é pra você ir atrás do seu amor, não ficar ai parada, esperando o tempo passar, vai atrás dele, fala tudo o que sente, e mesmo se ele não sentir o mesmo, pelo menos você tentou…
Refleti o conselho dela, perguntei para minha mãe se era o certo a fazer, minha mãe me apoiou e falou que ela estaria comigo para tudo, e sempre seria minha melhor amiga, e minha melhor mãe, e que mesmo não estando muito presente, ela iria estar comigo. E aliás, isso me ajudou muito, então resolvi seguir o conselho das duas…